A trajetória da DB1 Group, empresa brasileira de tecnologia com atuação internacional, foi construída sem investidores externos e com uma lógica de crescimento baseada em reinvestimento contínuo e disciplina de longo prazo. Para o CEO e fundador Ilson Rezende, essa escolha moldou não apenas o tamanho da companhia, mas principalmente sua cultura e modelo de gestão.“O primeiro ano é aquele ano que você trabalha, você não recebe e tenta pagar as contas. A gente começou trabalhando muito de final de semana. Tínhamos outros empregos. Cada um dos sócios foi colocando um pouco de dinheiro de reservas que a gente tinha. Foi um auto-investimento nesse processo. Os primeiros projetos começaram a dar resultado e esse dinheiro ia sendo reinvestido. Essa lógica acompanhou a DB1 até 2020″, comenta o CEO.A DB1 foi fundada por Ilson e seus sócios em Maringá, no Paraná, e hoje opera com faturamento anual na casa dos R$ 200 milhões. Desde o início, a decisão de crescer com capital próprio foi estratégica e refletia uma visão de longo prazo para o negócio. Segundo o fundador, a companhia não foi criada com objetivo de venda ou saída rápida, mas de permanência. “A tese que a gente começou a DB1 já foi uma empresa que não estava sendo construída para vender para alguém e colocar dinheiro no bolso do sócio, mas sim construir algo que pudesse ficar legado”, afirma.O empresário participou do programa Do Zero ao Topo, que conta as histórias de empresas de sucesso, e explicou como a DB1 nasceu, conquistou mercado e se tornou referência em tecnologia na América Latina.Construindo um legadoAo longo de duas décadas, a estratégia foi reinvestir praticamente todo o resultado. “Foram 20 anos da gente trabalhando quase como funcionários e reinvestindo todo o resultado no próprio negócio”, afirma. “Software é capital intensivo. Ele exige muito investimento para crescer.”Essa lógica de reinvestimento permanece até hoje, segundo Rezende. “70% de todo resultado obrigatoriamente fica na companhia. Isso não é negociável”, diz o fundador. “É para reinvestimento e crescimento do negócio.”A disciplina financeira permitiu que a empresa crescesse sem dívidas relevantes. “A DB1 fez todo esse processo de crescimento sem se endividar. Não sobrava, mas também não se endividava.”O DB1 Group atende mais de 5 mil clientes e registrou nos últimos três anos um crescimento consistente e exponencial de 70%. Com cerca de 800 funcionários, presença em 19 países e faturamento relevante no setor de tecnologia, a empresa hoje discute possíveis investidores apenas como ferramenta estratégica. “Se a gente encontrar um investidor que queira uma jornada de longo prazo e tenha valores semelhantes, vai ser bem-vindo”, afirma. “Mas não vemos isso como destino de sucesso”, reforça Ilson.Para Ilson, o principal diferencial da trajetória foi a consistência. “A gente colocou uma visão de empresa onde estaria correndo uma maratona. Não precisava crescer e criar ma grande empresa em três anos.”Para saber mais detalhes da trajetória empreendedora da DB1, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Castbox e Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post “O primeiro ano é aquele em que você trabalha e não recebe”, diz fundador de gigante appeared first on InfoMoney.
