Os fundos imobiliários mais indicados em abril

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A guerra do Irã acabou fazendo vítimas no mercado de fundos imobiliários. O índice de fundos mais negociados na Bovespa, o Ifix, fechou março em queda de 1,06%, encerrando uma sequência de sete meses de alta. Ainda assim, o índice resiste no ano, com ganho de 2,52% e de 16,83% em 12 meses. Os fundos imobiliários sofreram com as oscilações dos juros diante do receio de impacto dos preços do petróleo na inflação e com a indicação de ritmo menor de queda dos juros pelo Banco Central.  Leia também: XP vê FIIs como proteção diante da baixa correlação com mercados globaisSegundo os analistas André Oliveira e Victor Penna, do BB Investimentos, apesar do ambiente mais desafiador no curto prazo, a estratégia dos fundos imobiliários segue construtiva no horizonte de longo prazo. Mas observam que, enquanto o potencial repique inflacionário nos próximos meses traz maior interesse pelos fundos de recebíveis, o universo dos fundos de tijolo merece maior cautela, o que recomenda portfólios com ativos bem localizados, contratos sólidos e histórico consistente de gestão diante do cenário que se desenha.Já o Itaú BBA segue com preferência por ativos financeiros, mesmo em um cenário de queda de juros. Segundo os analistas Larissa Gatti Nappo e Fausto Menezes, o corte de juros projetado ainda indica elevada taxa terminal, com expectativa de uma Selic de 13% ao ano em dezembro, o que favorece os rendimentos dos fundos indexados ao CDI. Já para os fundos atrelados ao IPCA, diante de uma projeção de inflação de 4,5% para 2026 e riscos altistas no radar, fundos com exposição ao indicador tendem a se beneficiar, reforçando a tese de que essas carteiras são boas opções de investimento em diversos cenários. Com relação aos fundos de tijolos, o Itaú BBA observa que eles são mais sensíveis à reprecificação nas curvas de juros, o que pode elevar a volatilidade diante do cenário atual. “Ainda assim, identificamos espaço para valorização adicional diante do desconto remanescente, da expectativa de redução da taxa de desconto e do bom momento operacional”.A Empiricus reforça a atratividade dos fundos de crédito com títulos indexados à inflação no portfólio. Em relatório assinado pelo analista Caio Nabuco de Araújo, a gestora diz que caso os preços continuem com trajetória altista, o que pode ser uma tendência mesmo com o eventual encerramento dos conflitos, os rendimentos dos fundos serão beneficiados pela correção inflacionária dos títulos. Além disso, a atual marcação a mercado das carteiras aponta para taxas médias em torno de IPCA mais 10% ao ano, com qualidade de crédito controlada. Para o analista, há uma oportunidade de posicionamento, “de olho em um potencial arrefecimento da curva de juros lá na frente”. Do lado dos riscos, ele recomenda monitorar o perfil de crédito das operações, dado que o cenário de desaceleração da atividade e elevação de custos pode penalizar empresas e projetos com maior sensibilidade.Os preferidos Para abril, os fundos imobiliários mais indicados por sete gestoras trazem como destaque carteiras de shoppings, logística e recebíveis, mostrando otimismo com a queda lenta dos juros.FundoCódigoIndicaçõesRent. Março (%)HSI MallsHSML1151,1Bresco LogísticaBRCO114-6,1BTG Pactual LogísticaBTLG1130,4Kinea Rend. ImobKNCR113-0,4Mauá Capital RecebíveisMCCI113-1,1RBR High GradeRBRR113-4,5RBR Plus Mult.RBRX1131,2Vinci LogísticaVILG113-3,5Fonte: BB Investimentos, BTG Pactual, Empíricus, Genial Investimentos, Itaú BBA, XP Investimentos e Terra Investimentos.HSI Malls           HSML11Em janeiro de 2026, a taxa de ocupação do portfólio foi de 97,2%, enquanto a inadimplência líquida atingiu 6,4%, patamar superior ao observado nos meses anteriores em função de efeitos sazonais, mas que tende a se normalizar nos próximos meses, avalia a XP Investimentos. As vendas por metro quadrado alcançaram R$1.378/m², alta de 6% A/A, superando a inflação aproximada de 4% no período. O guidance de distribuição para este primeiro semestre está entre R$0,70 e R$0,75 por cota, com possibilidade de elevação do limite inferior caso as premissas operacionais e macroeconômicas evoluam de forma favorável, segundo a gestãoBresco Logística            BRCO11O portfólio do fundo é composto por 14 propriedades, que somam 591 mil m² de área bruta locável e, segundo o Itaú BBA, se destaca quando o assunto é qualidade técnica, localização e risco de crédito. Segundo o banco, 81% da receita são provenientes de imóveis classificados como classe A+, 51% da área bruta locável está localizada em São Paulo, sendo que 23% da receita estabilizada do fundo está dentro de um raio de até 25km da cidade de São Paulo e aproximadamente 45% dos inquilinos são classificados como grau de investimento. Considerando o último provento de R$ 0,92/cota e os preços atuais, o yield anualizado seria de 9,9%, em linha com a mediana dos fundos imobiliários de galpões logísticos (9,9%), avalia o Itaú BBA.BTG Pactual Logística BTLG11O fundo possui atualmente 34 imóveis, dos quais dois estão em processo de venda, totalizando 1,4 milhão de m² de área bruta locável (ABL), com 92% localizados no estado de São Paulo, informa a XP Investimentos. Os ativos se destacam pela alta qualidade imobiliária, com predominância de padrão construtivo A+ e localizações estratégicas, especialmente em um raio de até 60 km da capital paulista, região responsável por 76% da receita de locação. A vacância financeira é de apenas 2,9%, concentrada nos ativos BTLG Santo André (44%), BTLG Cabreúva (36%) e BTLG Embu (32%). O fundo possui um dividend yield anualizado de 9,3%.Kinea Rend. Imob          KNCR11O BTG Pactual cita a grande representatividade do fundo no segmento de recebíveis,  excelente liquidez, sendo um dos mais negociados de toda a indústria e uma carteira formada com o viés de carrego, ou seja, pela aquisição de papéis que devem ser levados até seu vencimento. Além disso, o fundo faz estruturação própria, permitindo a negociação de garantias adicionais e taxas mais atrativas. Apresenta ainda alocação em ao menos 50% de todas as operações da carteira, permitindo ao fundo aprovar qualquer tema relevante aos créditos em assembleia de devedores.Mauá Capital Recebíveis          MCCI11O Mauá Capital Recebíveis apresenta excelente liquidez, rendimento atrativo das operações e capacidade de estruturação e originação de recebíveis própria da gestora, destaca o BTG Pactual. Além disso, tem devedores com bom risco de crédito, controle dos CRIs, permitindo ao fundo maior agilidade na aprovação de temas relevantes em assembleia e exposição a setores defensivos. Possui também garantias localizadas em regiões resilientes.RBR High Grade             RBRR11A XP Investimentos destaca que o processo de transferência da gestão do fundo para o Pátria Investimentos foi concluído em fevereiro. A carteira de crédito é composta por 110 CRIs e operações estruturadas, com perfil de risco baixo a moderado. Do total, 99% estão indexados ao IPCA (IPCA + 9,2% a.a.) e 1% ao IGP-M (IGP-M + 8,6% a.a.), com maior exposição aos segmentos residencial (43%), logístico (33%) e corporativo (22%). A XP cita como pontos positivos do fundo a atratividade do valor de negociação, com desconto de 8,4% em relação à cota patrimonial, um dividend yield com espaço para melhora e uma carteira de crédito com perfil defensivo e capacidade de proteção contra a inflação.RBR Plus Mult.                 RBRX11O fundo multiestratégia da RBR Asset tem como objetivo investir de forma diversificada em crédito, desenvolvimento imobiliário, tijolo e ações, explica a Genial Investimentos. O portfólio tem 58,8% em fundos imobiliários, 38,8% em CRIs, e o restante distribuídos em Sociedades de Propósito Específico (SPE), imóveis e caixa. Nos cálculos da Genial, o RBR Plus é negociado com desconto relevante, de 12% sobre o valor patrimonial, e entrega um dividend yield aproximado de 12,4% ao ano, mantendo R$ 0,09 por cota de forma recorrente. Para a Genial, o objetivo é capturar ganhos de capital em ativos subavaliados e gerar renda via ativos de crédito de alta qualidade.Vinci Logística VILG11O BTG Pactual recomenda o fundo por seu portfólio diversificado em diversas regiões do país, com maior exposição ao distrito de Extrema (MG). A carteira de locatários é pulverizada, mas com grande exposição ao segmento de e-commerce e exposição a contratos típicos que, associados à maior demanda por galpões, podem auxiliar na elevação dos aluguéis do fundo no médio prazo. Segundo o BTG, o fundo apresenta ainda excelente liquidez no mercado secundário.The post Os fundos imobiliários mais indicados em abril appeared first on InfoMoney.

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