Ouro cai quase 10% com guerra, mas bancos mantêm otimismo para o ano

Blog

O ouro deve se recuperar no longo prazo mesmo após os recuos provocados pela guerra no Oriente Médio, segundo bancos como ANZ Banking Group e Goldman Sachs.A demanda resistente dos bancos centrais, a incerteza geopolítica persistente, as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve e a diversificação para longe de ativos denominados em dólar são os fatores citados por analistas como razões para o otimismo estrutural com o metal.O ouro acumula queda de quase 10% desde o recorde de janeiro, quando superou US$ 5.500 por onça, após o início do conflito no Oriente Médio em fevereiro. A alta dos rendimentos dos Treasuries, a valorização do dólar e a volatilidade associada ao conflito levaram parte dos investidores a elevar posições em caixa.Leia tambémTesouro Direto: IPCA acima do esperado gera pressão sobre prefixadosCombustíveis em alta por conta do conflito no Irã pesam no índice de março, mas melhora do qualitativo e dólar em baixa limitam reprecificação nos títulos de inflaçãoJPMorgan destaca fluxo ao Brasil e o que é preciso para Ibovespa bater 230 mil pontosNa avaliação do JPMorgan, caso o acordo de trégua no Oriente Médio se sustente, o Brasil tende a continuar performando bem nos próximos meses.Ainda assim, os analistas esperam uma recuperação dos preços “à medida que a combinação macroeconômica de crescimento e inflação se deteriore, abrindo caminho para que os bancos centrais retomem os cortes de juros”, escreveram os analistas do ANZ Soni Kumari e Daniel Hynes em nota divulgada na sexta-feira. O banco manteve sua projeção de US$ 5.800 por onça até o fim do ano.As compras de bancos centrais também devem seguir como um dos principais vetores de sustentação, com aquisições oficiais estimadas em cerca de 850 toneladas em 2026, segundo o ANZ. A avaliação otimista do banco segue chamadas semelhantes do Goldman Sachs e do RBC Capital Markets no início de março. O Goldman manteve sua projeção de US$ 5.400 por onça, citando compras contínuas de bancos centrais e expectativa de 50 pontos-base em cortes de juros pelo Fed ao longo do ano.Leia mais: Trégua no Irã: com incertezas ainda no ar, como lidar com ações e renda fixa?O metal ainda enfrenta “riscos táticos de queda” no curto prazo caso as perturbações no Estreito de Ormuz persistam, escreveram os analistas do Goldman Sachs Lina Thomas e Daan Struyven em nota de 31 de março. O banco ressaltou, no entanto, que um conflito prolongado poderia acelerar a diversificação dos investidores para fora dos ativos ocidentais tradicionais, o que sustentaria os preços no longo prazo.O ouro à vista era negociado a US$ 4.795 por onça às 10h22.©2026 Bloomberg L.P.The post Ouro cai quase 10% com guerra, mas bancos mantêm otimismo para o ano appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *