A escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel adicionou volatilidade aos mercados globais, mas não mudou, até agora, a avaliação central do fundo multimercado Itaú Janeiro sobre a política monetária brasileira. O time liderado por Bruno Serra, ex-diretor de polícia monetária do Banco Central, mantém projeção de que o Copom deva iniciar o ciclo de cortes da Selic na reunião do próximo dia 18, embora o cenário tenha ficado mais incerto. O fundo afirma que está monitorando de perto os efeitos da guerra sobre preços de commodities e sobre os modelos do BC, especialmente aqueles ligados à inflação doméstica. Mesmo com o choque geopolítico recente, a avaliação da gestora é que o plano de iniciar o afrouxamento monetário permanece, por ora, compatível com a comunicação recente da autoridade monetária. “Ao final do mês, dados de inflação um pouco mais pressionados provocaram ajustes na precificação da curva de juros, especialmente nos vencimentos intermediários”, reforça a gestora em carta mensal.O principal canal de transmissão do conflito para a política monetária brasileira passa pelas commodities, em especial energia. Choques nesses preços podem pressionar a inflação e alterar o cenário de curto prazo considerado pelo BC. Um novo teste de fogo surge justo nesta sexta, com a disparada dos juros nominais e reais na esteira de uma nova valorização do petróleo, que passou de US$ 86 no caso do Brent, que serve de referência global.Apesar desse risco adicional, a leitura predominante no portfólio é que o choque geopolítico ainda não foi suficiente para alterar o cenário-base de política monetária no Brasil.Diante disso, o Itaú Janeiro mantém visão construtiva para os juros domésticos, e mantém exposição favorável à renda fixa local.Ao mesmo tempo, seguindo a toada de demais multimercados, a gestora diz que adotou postura de controle de risco diante do aumento da incerteza global gerada pelo conflito no Oriente Médio.The post Para fundo Janeiro, de ex-BC, guerra ainda não muda projeção de corte da Selic appeared first on InfoMoney.
