O presidente do partido Missão, Renan Santos, anunciou que será pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Em sua primeira entrevista como dirigente da nova legenda, concedida ao Poder360 na sexta-feira (7), Renan defendeu o endurecimento das leis penais, com a adoção da prisão perpétua e a abertura do debate sobre a pena de morte no Brasil.“Uma pessoa que cometeu uma série de homicídios deve pegar uma prisão que não saia mais da cadeia. Prisão perpétua e pena de morte são discussões que devem ter no Brasil”, afirmou.Leia também‘Kid preto’ acusado de integrar grupo que tentou matar Moraes comparece ao STFGrupo é acusado de ter orquestrado e colocado em prática ações operacionais que viabilizariam a tentativa de golpe de EstadoSTF mantém suspensão de lei que regulamenta mototáxi em SPLei foi contestada pela Confederação Nacional de ServiçosA sigla, aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de novembro, é ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL) e pretende disputar as eleições com foco na geração Z e em pautas como Estado mínimo, reforma administrativa e combate à criminalidade.Direita de “nova geração”O líder da nova legenda afirma que o Missão busca se diferenciar da direita bolsonarista, com um discurso voltado à juventude e à eficiência do Estado.“Dentro da lógica estamos colocados como um grupo à direita, mas a principal característica é que fazemos um corte geracional. É diferente da direita do Bolsonaro, voltada à sensibilidade de pessoas com mais de 60 anos”, disse.O partido, criado em 2023, defende um modelo de reforma fiscal para reduzir o tamanho do Estado e incentivar a produção nacional. Também propõe uma reforma administrativa baseada em indicadores de desempenho que, segundo Renan, devem influenciar tanto o repasse de verbas públicas a partidos quanto os recursos do fundo eleitoral.Do MBL às urnasO Missão é a primeira legenda com origem direta no MBL, movimento fundado em 2014 que ganhou projeção ao liderar as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT). Agora, com o registro formal, o grupo passa a ter estrutura partidária para disputar cargos eletivos.Apesar de ainda não contar com representação no Congresso — o que impede o acesso ao fundo partidário —, o Missão deve receber entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões do Fundo Eleitoral para financiar suas campanhas.Segundo o dirigente, o partido pretende lançar quatro candidatos a governos estaduais em 2026, nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Paraná.The post Pena de morte e prisão perpétua: o que defende o presidente do partido ligado ao MBL appeared first on InfoMoney.
