Os preços do petróleo caíam quase 5% nesta segunda-feira (2), caminhando para a maior queda em uma única sessão em mais de seis meses, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã estava “conversando seriamente” com Washington, sinalizando uma desescalada com um membro da OPEP.Os contratos futuros do petróleo Brent caíam US$ 3,20, ou 4,6%, para US$ 66,12 por barril. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA tinha perdas de US$ 3,21, ou 4,9%, para US$ 62 por barril.Ambos os contratos estão caindo acentuadamente em relação às máximas de vários meses, à medida que os riscos de um ataque militar diminuíram após os comentários de Trump no fim de semana.Ele ameaçou repetidamente o Irã com intervenção caso o país não concordasse com um acordo nuclear ou continuasse matando manifestantes. As ameaças persistentes sustentaram os preços do petróleo ao longo de janeiro, disse Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.Leia tambémQueda nos preços de commodities abala mercados globaisO petróleo se desvalorizava quase 5%, recuando das máximas de vários meses, e o cobre da London Metal Exchange perdia 3%Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta segundaÍndices futuros dos EUA começam fevereiro em queda “A recente correção também foi reforçada pela valorização do dólar americano, o que normalmente encarece o petróleo cotado em dólares para compradores fora dos EUA, pressionando ainda mais os preços”, disse Sachdeva.No sábado, Trump disse a repórteres que o Irã estava “conversando seriamente”, horas depois de o principal oficial de segurança de Teerã, Ali Larijani, afirmar que os preparativos para as negociações estavam em andamento.Os comentários de Trump, juntamente com relatos de que as forças navais da Guarda Revolucionária do Irã não têm planos para exercícios com munição real no Estreito de Ormuz, são sinais de desescalada, disse o analista de mercado da IG, Tony Sycamore.“O mercado de petróleo bruto está interpretando isso como um passo encorajador para longe do confronto, aliviando o prêmio de risco geopolítico embutido no preço durante a alta da semana passada e provocando uma onda de realização de lucros”, disse ele.Ainda em destaque, a Opep+ concordou em manter sua produção de petróleo inalterada para março em uma reunião, informou o grupo de produtores neste domingo, mesmo depois que os preços do petróleo bruto atingiram as maiores cotações em seis meses devido à preocupação de que os EUA pudessem lançar um ataque militar contra o Irã, membro do grupo.A reunião de oito membros da Opep+ ocorre em um momento em que o petróleo Brent fechou próximo a US$70 o barril na sexta-feira, perto da máxima de seis meses, de US$71,89, atingida na quinta-feira, apesar das especulações de que um excesso de oferta em 2026 pressionaria os preços para baixo.Os oito produtores — Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã — aumentaram as cotas de produção em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, de abril a dezembro de 2025, o que corresponde a aproximadamente 3% da demanda global. A breve reunião deste domingo reafirmou essa decisão para março, após encontros anteriores terem feito o mesmo para janeiro e fevereiro.“Riscos geopolíticos mascaram um mercado de petróleo fundamentalmente pessimista”, afirmou a Capital Economics em nota de 30 de janeiro.“O exemplo histórico da guerra de 12 dias do ano passado (entre Israel e Irã) e um mercado de petróleo bem abastecido ainda exercerão pressão sobre os preços do petróleo Brent até o final de 2026.”(com Reuters)The post Petróleo cai 5% com desescalada de tensão entre EUA e Irã e após reunião da Opep+ appeared first on InfoMoney.
