O Procon-SP notificou a concessionária Enel para que informe, de forma clara, qual a sua estrutura logística e o plano de contingência para atender situações emergenciais, como a que ainda impacta o fornecimento de eletricidade há mais de 24 horas na cidade de São Paulo e em partes da região metropolitana.O órgão de defesa do consumidor disse que a decisão considerando manifestações anteriores da concessionária de energia elétrica, inclusive em publicidade, de que possui milhares de equipes de campo trabalhando. “O Procon-SP busca verificar a efetividade desta medida, considerando as manifestações de consumidores que reclamam da demora na retomada do fornecimento de eletricidade, contradizendo a empresa”, diz em nota.Leia também: SP amanhece com 1,5 milhão sem luz após ventania, e Aneel cobra EnelO Procon também cita a divulgação de imagens de garagens da Enel mostrando muitos veículos estacionados, além da constatação de que não há equipes em grande quantidade pelas ruas.O órgão de defesa do consumidor quer as seguintes informações, em detalhes– Estrutura de atendimento aos consumidores para registro de reclamações — normal e reforçado para atender ao aumento de demanda;– Plano de contingência e resiliência já mencionados, mas nunca detalhados, para atuação em emergências; ações práticas para atender, emergencialmente, comércios de produtos perecíveis como bares e restaurantes, bem como clientes que necessitam de equipamentos de suporte à vida.O prazo para a Enel responder às solicitações é de 6 dias.Leia também: Prefeitura de SP notifica Enel sobre veículos parados na garagem da concessionáriaSegundo o dado mais recente divulgado pela Enel, mas de 890 mil clientes ainda estão em o fornecimento de energia na capital desde as chuvas e ventos que atingiram a cidade na terça e quarta-feira. Em toda a área de atuação da empresa, são 1,3 milhão de clientes (15,6% da base da distribuidora). No auge da interrupção do fornecimento, 2,2 milhões de clientes ficaram no escuro.O Procon-SP alerta que, nos casos de falta de energia prolongada e decorrentes prejuízos (como queima de eletrodomésticos ou perda de alimentos), o procedimento correto inicia-se com a reclamação direta na concessionária (Enel).O consumidor deve registrar a ocorrência e, se aplicável, o pedido de ressarcimento por danos, guardando todos os números de protocolo, bem como documentar o quanto possível a situação, com fotos, por exemplo.Se a concessionária falhar em responder ou oferecer uma solução insatisfatória dentro do prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o consumidor deve recorrer ao Procon-SP. O Procon-SP atua como um mediador e fiscalizador, pois, ao receber a reclamação, pode notificar a Enel exigindo uma solução imediata e a reparação dos danos.Essa intervenção do órgão de defesa poderá gerar multas por descumprimento do Código de Defesa do Consumidor. Se ainda sim o ressarcimento não ocorrer, o consumidor deverá procurar o Poder Judiciário para obter indenizações por danos materiais e morais, com direito ao contraditório e ampla defesa, utilizando dos meios de provas que possuir (notas fiscais dos itens danificados, laudos, fotos), em decorrência da falha na prestação do serviço essencial.The post Procon pede à Enel detalhes do atendimento a emergências; 1,3 mi ainda estão sem luz appeared first on InfoMoney.
