PT articula candidatura no RN após rompimento com vice e avanço do bolsonarismo

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O Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Norte articula uma candidatura própria ao “governo-tampão” na Assembleia Legislativa como reação ao comunicado do vice-governador, Walter Alves (MDB), de que deixará o governo até abril. A saída do emedebista atrapalha os planos de sucessão da governadora petista Fátima Bezerra, cujo desejo é renunciar ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. A Constituição prevê que, neste cenário de vácuo na posição, cabe à Casa realizar uma eleição indireta para escolher um governador que permanecerá no cargo até janeiro.Leia tambémBalanço da Netflix, Davos, emprego nos EUA e mais destaques desta terça-feiraInfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta terça-feira (20)Haddad critica Campos Neto e diz que Galípolo herdou problema de fraude no MasterConforme Haddad, o ‌trabalho de Galípolo à frente do BC em 2025 serviu ‍para ‘retornar as coisas à normalidade’O anúncio de Alves ocorreu na segunda-feira, quando também declarou que irá concorrer a deputado estadual em outubro e apoiar uma chapa de oposição ao PT. Para disputar qualquer posição pública, tanto Bezerra quanto o vice devem deixar o Executivo estadual.Bezerra apoia o secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), como sucessor no pleito de outubro. Xavier também é cotado para ser o nome da sigla na eleição indireta na Assembleia, assim como o deputado estadual Francisco do PT.“A saída de Walter Alves foi uma surpresa para o PT. Não contávamos com essa possibilidade. Agora, estamos buscando diálogo com a bancada de esquerda e com o presidente da Assembleia. Estamos sendo procurados por partidos de outros campos políticos também”, afirma Samanda Alves, presidente do PT do Rio Grande do Norte.A possibilidade de escolha da Assembleia por um nome de oposição para o possível “governo-tampão” é vista com preocupação pelo entorno da governadora. O nome escolhido pelos deputados ficaria no posto de governador durante o período de campanha eleitoral, um período visto como estratégico para o fortalecimento de candidaturas ao Executivo estadual.O que pesa contra Bezerra é a capilaridade do PL na Casa — sigla que deve responder por um terço dos votos no período da eleição indireta. O cenário dificultaria a vitória de um nome apoiado por ela no estado, que é o berço eleitoral do líder da oposição, Rogério Marinho (PL). O bolsonarista está entre os nomes cotados para a disputa de outubro pelo governo estadual.A base governista na Assembleia, composta de PT e PV, ocupa seis cadeiras, mesma quantidade do PL. Há, no entanto, a expectativa de que a bancada bolsonarista cresça com a janela partidária e se torne a maior da Casa. Já a coligação União Brasil e PP tem três cadeiras, enquanto o PSDB ocupa seis.Em nota divulgada na segunda-feira, Alves afirma que cientificou a governadora de que a posição do MDB no Rio Grande do Norte é “de caminhar com os partidos Federação União Progressista (União Brasil e PP) e PSD”. Ele afirma que a decisão de apoiar uma chapa de oposição foi tomada após consulta aos correligionários.Por outro lado, o vice-governador diz que ratificou o posicionamento de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.‘Governo-tampão’Uma situação semelhante ocorre no Rio de Janeiro. Com a provável renúncia do governador Cláudio Castro (PL) para disputar o Senado, deve haver uma disputa na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) pelo “governo-tampão”.O pleito indireto ocorreria pelo fato de o Rio estar desde maio sem um vice-governador, após Thiago Pampolha optar por renunciar o cargo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE).Já o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar — que seria o segundo na sucessão — foi preso neste mês pela Polícia Federal (PF). Ele é suspeito de vazar dados sobre uma operação dos agentes contra o deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.Bacellar foi posteriormente solto, mas permanece afastado do cargo enquanto durarem as investigações e teve o uso de tornozeleira eletrônica determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados de Castro entendem que o novo presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), não poderia assumir o governo por ser interino.The post PT articula candidatura no RN após rompimento com vice e avanço do bolsonarismo appeared first on InfoMoney.

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