Quem é o CEO da Fictor, alvo da PF em ação sobre fraudes bancárias e ligação com CV

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O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, está entre os alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 25. A ação mira uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que somam mais de R$ 500 milhões.A Fictor afirmou, em nota enviada ao Estadão, que assim que a defesa de Góis tiver acesso ao conteúdo da investigação, “prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes com o objetivo de elucidar os fatos”.Leia tambémFictor: assim que defesa de CEO tiver acesso a conteúdo, prestará esclarecimentosO CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos investigados da Operação Fallax e foi alvo de busca e apreensão no período da manhãCEO do Grupo Fictor é alvo de operação contra fraudes de R$ 500 milhões na CaixaCEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, e ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini estão entre os investigados; empresários construíram conglomerado multissetorial que ganhou projeção recenteAo todo, a PF cumpre 43 mandados de busca e apreensão – um deles em endereços ligados a Góis. O celular do executivo foi apreendido.O ex-sócio da Fictor Luiz Rubini também é alvo de mandado de busca e apreensão. A assessoria do executivo, que é defendido pelo advogado criminalista Rodrigo De Grandis, informou que a defesa não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.Em seu perfil no LinkedIn, Góis afirma ser graduado em Administração de Empresas pela Universidade Cândido Mendes (UCAM) e ter feito cursos e especializações na Fundação Dom Cabral (FDC), no Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD-UFRJ) e na Harvard Business School.O executivo também diz ter mais de 25 anos de experiência nos setores industrial, financeiro e imobiliário. Ele afirma ter iniciado sua carreira aos 16 anos no mercado financeiro e ocupado diferentes posições de liderança, no entanto, a única experiência profissional detalhada em seu perfil é na Fictor.Fundada em 2007 como uma empresa de soluções tecnológicas, a Fictor é um grupo de participações e gestão de empresas com atuação na indústria alimentícia, em serviços financeiros e em infraestrutura.Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor afirmou ter fechado um acordo para a aquisição do Banco Master, em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, a instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo Banco Central (BC) e o negócio foi desfeito.Em 1º de fevereiro, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. O valor total da dívida era de R$ 4 bilhões. Na época, a companhia solicitou a suspensão e o bloqueio das cobranças por 180 dias.A investigação que deu origem à Operação Fallax começou em 2024, quando a PF identificou um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.Segundo a apuração, a organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, utilizando também estruturas financeiras associadas para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho (CV).A investigação apontou ainda que os responsáveis pela Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional.De acordo com a PF, a atuação consistia na injeção de recursos para simular movimentações financeiras entre empresas vinculadas à organização, especialmente por meio do pagamento cruzado de boletos, criando artificialmente aparência de liquidez e saúde financeira. Além disso, o grupo também atuava na criação e gestão de empresas de fachada.The post Quem é o CEO da Fictor, alvo da PF em ação sobre fraudes bancárias e ligação com CV appeared first on InfoMoney.

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