Reforma Administrativa avança na Câmara após resistência de servidores

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O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) protocolou nesta sexta-feira na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Administrativa, que pretende modernizar as carreiras do funcionalismo público e extinguir os supersalários.O texto foi apresentado há cerca de três semanas, e precisava da assinatura de 171 dos 513 deputados para começar a tramitar. Segundo o deputado — que foi relator do grupo de trabalho que tratou do tema na Casa —, a articulação de grupos de servidores pesou na aceitação do projeto entre parlamentares.Com uma queda nas assinaturas coletadas, o deputado diz que teve de colocar de pé a “operação anti penduricalho”. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), agiu pessoalmente para virar a percepção dos líderes, afirmou Pedro Paulo. A proposta é tratada por Motta como seu grande legado à frente da Presidência da Câmara.Leia também‘É difícil se libertar do combustível fóssil’, diz LulaPresidente afirma que recursos do petróleo financiarão a transição energética e que a Petrobras deve se transformar gradualmente em uma empresa de energiaHaddad diz que governo repudia calote em precatórios e busca equilíbrio fiscalMinistro da Fazenda critica emenda constitucional e destaca compromisso com pagamento integral O que propõe a PECO texto da PEC busca reestruturar a administração público e impor limites às remunerações e benefícios de servidores dos três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — em todos os níveis da federação (União, estados e municípios). Entre as principais medidas previstas estão:Veda a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar para magistrados e membros do Ministério Público que praticarem faltas graves, substituindo-a pela penalidade de perda do cargo ou demissão;Criação de uma tabela única de remuneração para o funcionalismo, com o teto limitado ao salário de ministro do STF;Proibição de adicionais por tempo de serviço, licenças-prêmio e outras vantagens conhecidas como “penduricalhos”;Vedação ao pagamento de férias superiores a 30 dias por ano, salvo exceções específicas;Avaliação de desempenho obrigatória para progressões na carreira e bônus de produtividade;Maior transparência, com a divulgação individualizada de todas as verbas recebidas por servidores públicos;A proposta também introduz a gestão por resultados como princípio constitucional, prevendo metas de desempenho e planejamento estratégico obrigatório para governos federal, estaduais e municipais.ProfissionalizaçãoO texto também trata de regras para modernizar o serviço público, como:Exigir dimensionamento prévio da força de trabalho como condição para novos concursos;Priorizar carreiras transversais aptas a atuar em diferentes órgãos;Racionalizar estruturas remuneratórias, limitando a remuneração inicial a um percentual do teto da carreira;Disciplinar cargos em comissão com seleção preferencial por processo seletivo;Vincular progressão e pagamento de bônus a resultados mensuráveis.A proposta ainda trata de temas como transformação digital do Estado e regras claras para governança e gestão.The post Reforma Administrativa avança na Câmara após resistência de servidores appeared first on InfoMoney.

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