A formalização da União Progressista — federação formada por União Brasil e PP — atrasou depois que o cartório de Brasília recusou a ata enviada para registro. O documento listava dirigentes do PP apenas pelos apelidos de urna, e não pelos nomes civis, o que viola as exigências formais. A apuração é do jornal Folha de S. Paulo.Entre os casos apontados estão o ministro dos Esportes, André Fufuca, e o deputado Dudu da Fonte (PE). Com isso, toda a ata teve de ser refeita, incluindo nova coleta de assinaturas. Leia tambémApós prisão de Bolsonaro, governo prevê dificuldades para negociar sanções dos EUABrasil pediu aos EUA a suspensão do tarifaço e das sanções aplicadas a cidadãos brasileirosÀ espera de aval para presidência, Tarcísio deve visitar Bolsonaro, dizem aliadosGovernador de São Paulo sabe que eventual candidatura presidencial continua nas mãos do ex-presidente e vai manter estratégia de ‘jogar parado’A ata foi protocolada na quarta-feira (19). O cartório tem até 15 dias úteis para analisar o material. Caso o prazo seja cumprido integralmente, a federação só deve estar apta a ser homologada pelo TSE na segunda semana de dezembro.A União Progressista, quando oficializada, terá 109 deputados e 15 senadores, tornando-se a maior força do Congresso.Tensões internasA federação nasce em meio a divergências sobre a eleição presidencial de 2026. Após o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), afirmar que apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Junior (PSD-PR) representam candidaturas viáveis da oposição, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) reagiu e disse que o senador tem “interesses pessoais”, em referência à possibilidade de Ciro ser vice de Tarcísio.Há também discordâncias sobre alianças estaduais para 2026. Procurado, Ciro Nogueira não comentou o problema com a documentação nem os atritos internos.The post Registro da União Progressista atrasa após cartório rejeitar ata por uso de apelidos appeared first on InfoMoney.
