A devolução de recursos para investidores prejudicados pela liquidação do Banco Master injetará mais de R$ 40 bilhões na economia brasileira. Como deixar o dinheiro parado na conta não faz sentido para quem quer construir patrimônio, a tarefa para este público é descobrir onde reinvestirá o dinheiro que receberá do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Entre as opções disponíveis estão os títulos públicos, que oferecem vantagens como acesso simplificado, diversificação e baixo risco – o menor do mercado já que o credor aqui é o próprio governo federal.
Entenda um pouco mais sobre as características desta classe de ativo, assim como seus riscos, tipos, oportunidades e condições oferecidas pelo mercado nesta quarta-feira (21).
Títulos públicos disponíveis na plataforma da XPPerspectivas da XP para a renda fixaTipos de títulos públicosConheça alguns títulos públicos disponíveis:Vantagens dos títulos públicosRiscos dos títulos públicos
Títulos públicos disponíveis na plataforma da XP
NTN-B – AGO/2026
Renda Fixa
Rentabilidade anual: IPC-A + 9,860%
Valor mínimo para investir: R$ 4.614,72
Juros: Semestral
Vencimento: 15/08/2026
Liquidez: A mercado
Alíquota do IR sobre rendimento: 20%
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NTN-B – MAI/2035
Renda Fixa
Rentabilidade anual: IPC-A + 7,330%
Valor mínimo para investir: R$ 4.257,74
Juros: Semestral
Vencimento: 15/05/2035
Liquidez: A mercado
Alíquota do IR sobre rendimento: 15%
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NTN-B – AGO/2030
Renda Fixa
Rentabilidade anual: IPC-A + 7,530%
Valor mínimo para investir: R$ 4.457,96
Juros: Semestral
Vencimento: 15/08/2030
Liquidez: A mercado
Alíquota do IR sobre rendimento: 15%
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*As ofertas na plataforma da XP são limitadas à capacidade disponível do produto nesta quarta-feira (21)
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Perspectivas da XP para a renda fixa
A XP Investimentos mantém “exposição acima do nível neutro” para a renda fixa pós-fixada, aponta relatório mensal de alocação da casa para janeiro de 2026. De acordo com o documento, o cenário continua favorável para a classe com a permanência da Selic em patamar elevado, próximo a 15% ao ano, e a inflação mais controlada.
“O nível atual de retorno real proporcionado pelos investimentos atrelados ao CDI permanece bem acima da média histórica dos últimos 15 anos”, chama a atenção o texto. “Ainda assim, é importante destacar que nem sempre esses instrumentos garantem retornos significativos acima da inflação, com chances de apresentar retornos reais negativos em alguns períodos”, orienta.
Em relação aos títulos de renda fixa indexados à inflação, os analistas da XP mantêm alocação recomendada no nível neutro, com duration média próxima de seis anos.
Apesar do fechamento dos spreads de crédito IPCA+ ao longo de 2025, acrescenta o relatório, os retornos nominais permanecem em patamares historicamente elevados, sustentando sua atratividade, ainda que a relação risco-retorno tenha se tornado menos favorável em alguns emissores.
Para os prefixados, a casa tem recomendação de exposição acima da neutra. “Embora as taxas atuais apresentem um carrego menos atrativo que há alguns meses, já refletindo parte do ciclo esperado de queda da Selic, há expectativa de que esses ativos ainda se valorizem adiante”, complementa o texto.
Leia também: Relatório mensal de alocação/janeiro – 2026
Tipos de títulos públicos
O mercado secundário de títulos públicos disponibiliza papéis com prazos e rendimentos variados, divididos entre prefixados e pós-fixados. Confira as diferenças:
prefixados: a taxa de juros é fixa e conhecida na hora do investimento. Assim, se você mantiver o papel até o vencimento, terá visibilidade de quanto vai receber de rentabilidade.
Títulos pós-fixados: têm o desempenho atrelado a um indexador que oscila ao longo do tempo. No Tesouro Direto, eles podem ser vinculados à taxa Selic ou ao IPCA (índice oficial de inflação).
Também existem títulos com juros semestrais, que preservam as características dos papéis prefixados ou pós-fixados, mas permitem receber cupons de juros a cada semestre. Dessa forma, em vez de concentrar todos os ganhos somente no vencimento ou resgate, você pode receber parte deles periodicamente, além do valor investido corrigido, somado ao último cupom, na data final.
Conheça alguns títulos públicos disponíveis:
LTN (Letras do Tesouro Nacional) → Tesouro Pré-fixado
Título com taxa de juros determinada no momento da compra (pré-fixada).
Ideal para quem deseja ter mais previsibilidade de quanto irá receber no vencimento.
NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F) → Tesouro Pré-fixado com Juros Semestrais
Oferece pagamentos de cupons (juros) a cada seis meses.
Interessante para investidores que buscam renda periódica antes do vencimento.
LFT (Letras Financeiras do Tesouro) → Tesouro Selic
Rentabilidade atrelada à taxa básica de juros (Selic).
Bom para estratégias de reserva de emergência e menor risco de volatilidade.
NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B) → Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais
Potencial ganho real acima da inflação (IPCA) e pagamento de juros semestrais.
Ótima opção para preservação de poder de compra ao longo do tempo.
Vantagens dos títulos públicos
Diversificação: o mercado secundário oferece uma ampla gama de títulos, permitindo que os investidores diversifiquem seus portfólios e possam reduzir o risco geral.
Praticidade: a compra e venda acontece de forma online, inclusive pela XP, que oferece um ambiente seguro e fácil de usar.
Opções para cada objetivo: há prazos variados, permitindo escolher o papel mais alinhado às suas metas de curto, médio ou longo prazo.
Riscos dos títulos públicos
Apesar de serem considerados como um dos ativos com menor exposição ao risco, todo investimento envolve cuidados. Veja os principais riscos no Tesouro Direto:
Crédito: relacionado à capacidade de pagamento do governo (não há garantia do FGC).
Mercado: oscilações em índices de preços (IPCA, IGP-M), câmbio e taxas de juros podem afetar o valor do título.
Prazo: quanto menor a duration (prazo médio ponderado), menor tende a ser a volatilidade.
Liquidez: se o título for vendido antes do vencimento, o retorno pode ser diferente (maior ou menor) do que o inicialmente previsto.
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