Seguro é ‘antídoto’ para tempos incertos? Entenda o que diz a neurociência

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Tomar decisões — sejam elas pessoais, profissionais ou financeiras — é um processo que vai além da lógica. Emoções, experiências e percepções moldam comportamentos e escolhas.É nesse campo que a neurociência ganha espaço no mundo corporativo — e agora também no mercado de seguros, com a chegada de Carla Tieppo ao conselho consultivo do Grupo MAG, especializado em vida e previdência.A neurocientista, multi-empresária e pioneira na aplicação da ciência do cérebro ao desenvolvimento humano e organizacional, acredita que compreender o funcionamento emocional das pessoas é essencial para qualquer companhia que lide com riscos, confiança e relacionamentos — pilares do setor segurador.“O campo onde a neurociência realmente revolucionou o conhecimento sobre o ser humano é o papel das questões emocionais dentro do processo racional de tomada de decisão e quanto isso impacta no comportamento”, explica Carla em conversa com o InfoMoney.Com mais de 30 anos de carreira entre a academia e o mercado, Carla acredita que a neurociência pode humanizar o ambiente corporativo e fortalecer a conexão entre propósito, ciência e inovação.“Vivemos um tempo ansioso, e o seguro é, de certa forma, um antídoto — ele devolve bem-estar e reduz a incerteza. Quando você compra um carro, se tem um seguro, não fica preocupado o tempo todo se vão roubar. Se tem um seguro de invalidez temporária, pode ir esquiar sem preocupação em se machucar.”Segundo ela, levar essa compreensão para dentro de uma companhia centenária é uma oportunidade de mostrar como as emoções podem ser grandes aliadas da inovação.Leia mais: Por que estamos vivendo mais, mas poupando menos para o futuro? Veja explicaçõesInovar sem perder a confiançaPara Carla, um dos maiores desafios da companhia, que completou 190 anos de atuação no país em 2025, é inovar sem abrir mão da confiança — atributo essencial em seguros e previdência.“O que esperamos de empresas desse ramo é estabilidade e consistência. Mas se a companhia não inova e não atende às novas dores do consumidor ele pode confiar, mas não se relacionar”, observa.Nesse equilíbrio entre segurança e inovação, a neurociência se torna aliada para entender como os consumidores escolhem e por que se conectam com marcas. É uma habilidade que, segundo ela, também se aplica à gestão de pessoas e à fidelização de corretores, principal canal de distribuição de seguros no país.Leia também: O cuidado como herança evolutiva — e o que ele ensina sobre planejar o amanhãO fator emocional nas decisõesCarla desmonta o mito da racionalidade pura: toda decisão é emocionalmente influenciada.Ela aponta que não adianta alimentar o indivíduo só com um sonho futuro, é preciso proporcionar uma “degustação” desse sonho para que ele sinta que a possibilidade é real.A executiva explica que estimular comportamentos de longo prazo — como contratar um seguro ou investir em previdência — exige gerar experiências emocionais imediatas, que tragam significado no presente.Leia mais: Previdência privada vale a pena? Veja 6 mitos que ainda confundem os investidoresNeurociência aplicada a pessoas e geraçõesOutro foco da atuação de Carla será compreender e atender diferentes gerações — da Geração Z aos mais velhos — tanto dentro quanto fora da empresa. Cada público, diz ela, possui intencionalidades distintas, que influenciam escolhas e relacionamentos.“A geração mais jovem busca pertencimento e propósito. Já a geração X, que pagou e não recebeu aposentadoria, por exemplo, quer recuperar o tempo perdido e sentir que ainda pode construir um futuro seguro”, explica.Esses insights ajudam a aprimorar produtos, comunicação e atração de talentos — conectando ciência e comportamento às estratégias de negócios.Leia também: Envelhecer bem, gastar mal: disparidade financeira cresce entre gerações no paísInovação com base científicaSegundo o Grupo MAG, a executiva chega com a missão de transformar conceitos neurocientíficos em conhecimento, experiências e iniciativas mais inovadoras para colaboradores, corretores, clientes e parceiros da empresa.“Estamos muito felizes com a chegada da Carla. O Grupo MAG é o primeiro a trazer uma neurocientista para o conselho consultivo de sua companhia. Esse é um movimento inédito no mercado”, comenta Helder Molina, CEO e chairman do Grupo MAG.Ele aponta que a neurociência é essencial para o futuro das organizações.“Esse movimento marca uma ruptura e evolução em como a MAG conduz seus negócios, além de reforçar nossa tradição centenária e constante coragem de inovar, sempre acreditando que ciência, negócios e pessoas precisam caminhar juntos”, complementa Molina.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Seguro é ‘antídoto’ para tempos incertos? Entenda o que diz a neurociência appeared first on InfoMoney.

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