Seguro nas comunidades: moradores optam pela contratação de planos mais completos

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Felipe Silveira, 34, morador na Vila Kennedy, na zona oeste do Rio de Janeiro, decidiu contratar um seguro mais completo ao buscar proteção financeira além do básico. Microempreendedor individual (MEI), ele diz que a escolha passou principalmente pelo custo-benefício e pela combinação de coberturas. “Nenhum outro tinha esse plano de funeral e seguro de vida juntos”, conta.Segundo ele, a decisão também levou em conta ter vários serviços no mesmo produto, como auxílio-funeral, cartão alimentação e telemedicina. O pacote mais amplo, e não apenas o preço, foi determinante na contratação.A percepção de valor fica mais clara diante de possíveis imprevistos. “A gente nunca sabe se vai estar preparado financeiramente em um momento difícil desses de perda”, diz. Para Felipe, ter acesso a um capital segurado maior ajuda não só no suporte imediato, mas também na reorganização da vida em situações adversas.O caso ilustra uma mudança no comportamento do consumidor de baixa renda, que passa a priorizar coberturas mais abrangentes e proteção financeira estruturada.Felipe aderiu ao plano mais completo da Favela Seguros, iniciativa da Favela Holding em parceria com o Grupo MAG, com apoio da CUFA (Central Única das Favelas), voltada à ampliação do acesso a seguros em comunidades.Segundo a MAG Seguros, a Favela Seguros ultrapassou R$ 50 milhões em capital segurado até fevereiro deste ano, com mais de 2 mil apólices (contrato de seguro) vendidas.Leia mais: Empreender nas favelas: capacitação gratuita forma criadores de conteúdo digitalOs números indicam uma tendência clara: a preferência por planos com maior cobertura. Segundo a companhia, a maior parte da base já conta com proteção para morte, combinada a assistências de impacto imediato, justamente os itens mais citados por clientes como Felipe.Para Ronaldo Gama, diretor da Favela Seguros, os dados ajudam a desmontar um estigma do setor. “Os resultados confirmam a busca por proteção financeira de maior valor agregado, rompendo com a visão tradicional de que esse público prioriza apenas produtos de baixo custo”, salienta.A Favela Seguros completa um ano de operação comercial. A primeira venda foi em fevereiro de 2025, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Em comemoração, a empresa participou da Expo Favela Innovation Rio 2026, entre os dias 27 a 29 de março, no Museu do Amanhã. Quer saber mais sobre seguros? Inscreva-se na Segura Essa: a newsletter de Seguros do InfoMoney. Após validar o modelo em quatro territórios, a iniciativa já alcança dez localidades entre Rio de Janeiro e São Paulo e projeta avançar para outras regiões do país.Além da venda de apólices, o modelo aposta na formação de moradores como agentes de proteção financeira dentro das próprias comunidades. A estratégia combina geração de renda local com distribuição de produtos adaptados à realidade desses territórios.No caso de Felipe, o impacto vai além da contratação. Ele afirma que a adesão ao seguro mudou sua forma de pensar o futuro. “Abre bastante a mente”, diz. Segundo a MAG, a entrada de novos consumidores no mercado segurador não apenas amplia a base, mas também eleva o nível de exigência e de planejamento financeiro nas periferias.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Seguro nas comunidades: moradores optam pela contratação de planos mais completos appeared first on InfoMoney.

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