Seguro para celular no Carnaval vale a pena? Entenda como funciona

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Com o Carnaval chegando, foliões de todo o Brasil se preparam para curtir blocos lotados, shows e viagens. Como o celular se tornou essencial para fotos, pagamentos e deslocamentos pela cidade, um roubo, furto ou quebra pode virar uma dor de cabeça no meio da folia.Para aproveitar em segurança e minimizar prejuízos, medidas simples ajudam: é o caso do seguro para celular que pode ser uma proteção importante nessa rotina.Segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, 47% dos brasileiros consideram o Carnaval o período mais perigoso do ano para golpes e fraudes. Além disso, 44% afirmam que ficam mais preocupados com a segurança nessa época — dado que reforça a importância de soluções de proteção acessíveis e a preços justos para a população.No ano passado, houve 1.283 registros de roubos de celulares nas cidades paulistas de 28 de fevereiro a 4 de março de 2025, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.Leia mais: Seguros para celular estão mais personalizáveis e usam IA para agilizar indenizaçõesPara Paulo Davidoff, diretor de massificados e personal lines da corretora Alper Seguros, uma cobertura para o aparelho telefônico é essencial no Carnaval.“Vale a pena contratar pois a exposição ao risco aumenta, uma vez que muitas pessoas participam de atividades em ambientes públicos e de grande aglomeração de pessoas.”— Paulo Davidoff, da Alper SegurosCom ele concorda Darllan Botega, CEO da Ciclic, que opera no ramo de seguro para celular. “O carnaval reúne exatamente os cenários em que o celular fica mais exposto: muita gente na rua, deslocamento o tempo todo, distração, festa, viagem.”Leia também: Uso de celulares dá mais autonomia para idosos, mas os torna alvos fáceis para golpesVale a pena o investimento? Para quem vai a blocos ou viaja, o custo-benefício é alto. Modelos como iPhone, Samsung Galaxy e Xiaomi podem custar mais de R$ 10 mil, tornando um perrengue financeiramente doloroso em caso de roubo, furto ou quebra.“Com mais uso na rua e em viagens, o risco de imprevistos aumenta e o prejuízo pode ser significativo”— Darllan Botega, CEO da CiclicDe maneira geral, o custo anual do seguro gira entre 20% e 30% do valor do celular, dependendo das coberturas escolhidas. Há franquia (taxa de acionamento do seguro) em quase todos, de 10% a 20% do valor. Ou seja, é o valor que o segurado paga em caso de sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro) parcial, antes que a seguradora cubra o restante dos danos.Leia mais: 5 pontos do seguro do carro que você precisa checar antes de pegar a estrada no verãoAs coberturas podem ser escolhidas pelo próprio cliente de acordo com suas necessidades. As principais incluem:roubo furto qualificado (quando há arrombamento ou rompimento de obstáculo) furto simplesquebra acidental imersão em líquidosMas atenção à proteção contratada. Davidoff explica que se o consumidor não contratar determinada cobertura, não vai ter direito a indenização (os valores entregues aos beneficiários do seguro) caso ela ocorra.“Por exemplo, uma pessoa não contratou o furto simples, apenas o furto qualificado. E em algum momento, ela constatou que o celular foi subtraído do bolso de trás do shorts. Isso não caracteriza furto qualificado, podendo ser negado o sinistro”, diz o especialista da Alper. Quer saber mais sobre seguros? Inscreva-se na Segura Essa: a newsletter de Seguros do InfoMoneyEm algumas seguradoras, a contratação pode ser feita por aplicativo e a cobertura começa imediatamente, sem período de carência. “Isso facilita bastante para quem decide se proteger mais perto do carnaval”, diz Botega.Em uma parte das seguradoras a cobertura geralmente é iniciada no dia seguinte à contratação. Outras exigem períodos de carência, que devem ser observados pelo segurado. Isso porque se houver uma carência de 30 dias, por exemplo, o seguro pode não atender ao período de proteção desejado.“O ideal seria o consumidor lembrar do seguro e suas coberturas não somente quando o risco se torna mais iminente”, afirma Davidoff. Para seguros de vigência anual, como é o caso do celular, Davidoff indica avaliar as coberturas desejadas pensando em todo o período do ano, além de conversar com um corretor e já contratar o seguro com antecedência para ficar tranquilo o ano todo.Leia também: Seguro para celular: como funciona, quanto custa e o que cobre?Dicas para cuidar do celular no carnavalMantenha o aparelho em locais seguros: Guarde em pochete ou bolsos internos da roupa, evitando bolsos traseiros do shorts ou calça. Isso previne furtos simples, comuns quando o celular “some” na multidão;Evite usar em movimentos acelerados: Não manuseie o celular durante empurrões ou danças intensas em blocos, para reduzir quedas acidentais que quebram a tela;Observe o ambiente antes de usar: Escolha momentos e locais menos agitados para checar o celular, minimizando distrações em aglomerações;Proteja de líquidos e água: Antes de pular em piscinas, entrar no mar ou perto de bebidas derramadas, deixe o aparelho em local seco e seguro. Risco de imersão em líquido é alto no feriado; Faça o seguro e curta tranquilo: Contrate proteção, mas combine com esses cuidados para evitar situações de risco desnecessárias à sua segurança pessoal.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Seguro para celular no Carnaval vale a pena? Entenda como funciona appeared first on InfoMoney.

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