Em meio a shows e festivais como o Lollapalooza Brasil, que ocorre entre os dias 20 e 22 de março, em São Paulo, milhares de fãs usam o celular para registrar cada momento. No entanto, em meio à multidão, o aparelho pode deixar de ser um item para eternizar lembranças e se tornar um risco. Fora do evento, a compra antecipada de ingressos também pode resultar em prejuízo se algo sair do planejado.Diante desse cenário, dois tipos de seguro têm ganhado espaço como forma de reduzir perdas financeiras: o seguro para ingressos e o seguro para celular.A procura por essas proteções acompanha o calendário de grandes eventos e períodos de maior circulação, como Carnaval, férias e outras datas comemorativas. “Quando a pessoa sabe que vai sair mais da rotina e se expor mais, ela começa a olhar com mais atenção para esse tipo de proteção”, diz Fernando Bertasson, vice-presidente executivo da Ciclic, que opera com seguro para celular.Leia mais: Seguro deve ser visto como proteção financeira, não como gasto, dizem especialistasProteção para ingressosO seguro ingresso costuma ser oferecido no próprio momento da compra, como um adicional no checkout das plataformas de venda, como Sympla, Eventim, Ticket360 e Ingresso.com. O custo varia conforme o valor do ingresso e é calculado como um percentual da compra. A simulação geralmente aparece automaticamente antes da finalização do pagamento.“Ele serve para proteger o valor pago caso o consumidor não consiga comparecer ao evento por um imprevisto”, diz Natalia Pedrosa, gerente de novos negócios da MetLife Brasil, seguradora que comercializa esse tipo de proteção.Segundo Pedrosa, é cada vez mais comum adquirir ingressos com meses de antecedência para garantir presença em shows e festivais disputados. Mas esse intervalo maior entre a compra e o evento aumenta a possibilidade de imprevistos e faz com que parte dos consumidores busque formas de proteger o valor investido. Ou seja, se o evento acontecer normalmente, mas surgir uma situação que impeça a presença do comprador, é possível acionar o seguro e solicitar o reembolso do ingresso, seguindo as condições do produto.Entre as situações mais comuns cobertas estão problemas de saúde, desemprego involuntário e dificuldades logísticas que impeçam a chegada ao local.“Esse seguro não se aplica a cancelamentos ou mudanças de data do evento. Nesses casos, o reembolso costuma ser responsabilidade da organização do show ou da própria bilheteria.”— diz Natalia Pedrosa, da MetLifeLeia também: Fim de ano aumenta demanda por seguros; conheça os mais procuradosProteção para celularMuitas vezes também utilizado como meio para a entrada no show, já que é no celular que costumam ficar os aplicativos com o ingresso, o aparelho acaba sendo o item mais exposto durante o show. Além da entrada, o uso para registrar fotos, vídeos e viabilizar a comunicação constante fazem com que o item fique à mostra e vulnerável.“O principal risco é o furto, principalmente no meio da multidão, quando a pessoa está distraída, curtindo o show.”— aponta Fernando Bertasson, da CiclicSegundo ele danos acidentais, quedas, impactos e contato com líquidos também são frequentes. “É um ambiente que naturalmente aumenta essa exposição.” Dados da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box mostram que 19% dos brasileiros entre 16 e 29 anos têm seguro para smartphone, percentual superior ao observado em outras faixas etárias.O estudo também aponta que 36% dos brasileiros com smartphone já tiveram um celular roubado ou furtado ao menos uma vez, o que ajuda a explicar a preocupação com proteção para esse tipo de dispositivo.Quer saber mais sobre seguros? Inscreva-se na Segura Essa: a newsletter de Seguros do InfoMoney.“No caso de eventos e festivais, o público jovem costuma ter maior preocupação com furtos e danos acidentais. Por outro lado, profissionais autônomos e empreendedores também buscam o seguro para evitar prejuízos que possam impactar sua rotina de trabalho.”— explica Camila Beck, gerente de negócios em afinidades da Simple2uDe acordo com os especialistas, as coberturas para os aparelhos evoluíram nos últimos anos. Hoje, há planos que incluem desde furto simples, que é o mais comum, até roubo, furto qualificado e danos acidentais.Em caso de problema com o celular segurado, o acionamento do seguro segue um roteiro semelhante entre seguradoras. O primeiro passo é registrar a ocorrência e bloquear o aparelho. Em seguida, o cliente deve acionar a seguradora e enviar documentos como boletim de ocorrência e nota fiscal.Após análise, a indenização pode ocorrer por meio de reparo, reposição ou pagamento em dinheiro, dependendo do contrato.Leia mais: Seguros para celular estão mais personalizáveis e usam IA para agilizar indenizaçõesCuidados básicos durante showsOs especialistas ouvidos pelo InfoMoney afirmam que a proteção financeira não substitui cuidados básicos. Evitar bolsos de fácil acesso, usar bolsas com zíper, ativar rastreamento e fazer backup dos dados estão entre as recomendações.Beck, da Simple2U, seguradora que comercializa o seguro celular, listou algumas medidas simples que podem ajudar a reduzir o risco de perda ou furto durante eventos:• Faça o backup de dados importantes;• Antes de sair de casa, ative recursos de localização e bloqueio do aparelho;• Também é recomendável cadastrar o dispositivo no aplicativo Celular Seguro, do Governo Federal;• Evite deixar o celular em bolsos traseiros ou locais facilmente acessíveis; prefira guardá-lo em pochetes, doleiras ou bolsas com zíper;• Evite usar o aparelho em áreas com intensa concentração de pessoas ou durante deslocamentos em multidões;• Ao enviar mensagens, procure locais menos cheios e mantenha atenção ao redor.“Esses cuidados, aliados ao seguro celular, ajudam o consumidor a aproveitar eventos com mais tranquilidade, sabendo que existe proteção financeira caso algo inesperado aconteça”, conclui a especialista da Simple2u.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Seguro para ingresso e celular viram aliados para evitar perrengue em festival appeared first on InfoMoney.
