Seguros para celular estão mais personalizáveis e usam IA para agilizar indenizações

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Os seguros para celulares ganharam espaço e se tornaram indispensáveis, já que os aparelhos estão cada vez presentes em todas as rotinas – e mais caros. Modelos como iPhone, Samsung Galaxy e Xiaomi podem ultrapassar os R$ 10 mil, o que aumenta o risco de roubos e furtos.Para acompanhar melhor essa demanda, as seguradoras apostam na personalização dos planos e na tecnologia para agilizar o pagamento das indenizações. Leia mais: Crime em alta contra motoristas de aplicativo impulsiona seguros para categoriaTecnologia impulsiona agilidade Um exemplo é o caso da Pier Seguradora, que criou um sistema de IA (inteligência artificial) que analisa rapidamente os pedidos de sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato, como roubo do aparelho, por exemplo). Segundo Camila Kataguiri, co-CEO da companhia, a tecnologia aprova automaticamente cerca de 30% dos casos em questão de segundos, via Pix.“Nosso recorde foi um segundo e meio para pagar a indenização a partir do envio do boletim de ocorrência”, afirma. Quando o cliente registra o sinistro enviando o BO (boletim de ocorrência) pelo aplicativo e informa que bloqueou o IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) do celular, a IA analisa várias regras para identificar se o pedido de indenização é legítimo ou fraude, entre elas a pontuação no Serasa. Se o sistema confirmar que o cliente representa risco baixo de fraude, a indenização é aprovada e paga quase instantaneamente. “Imagina passar por uma situação traumática e ainda ficar na dúvida se vai receber ou não o pagamento, ou precisar lutar para conseguir [provar] o sinistro. Quanto mais tempo o cliente demora para receber a indenização, menos segurança ele sente”, diz Kataguiri. Leia também: Tempestade destruiu seu carro ou queimou eletrodomésticos? Veja qual seguro cobreNos casos em que o sistema identifica risco de fraude ou inconsistências, o processo passa por uma análise manual mais detalhada, onde a documentação e os dados do sinistro são avaliados para garantir a legitimidade do pedido. A especialista explica que a Susep (Superintendência de Seguros Privados), órgão que regula e fiscaliza o setor de seguros, dá 30 dias para a seguradora pagar o sinistro após o envio das documentações. “Mas quem fica todo esse tempo sem o celular? Então a gente trabalha para reduzir esses prazos e garantir que o pagamento seja feito o mais rápido possível”, afirma. Camila Beck, gerente de novos negócios da seguradora Simple2u, conta que na companhia o processo de acionamento do seguro também foi simplificado.“Temos estrutura 100% digital, com atendimento humanizado via WhatsApp. Quando o cliente envia toda a documentação, o pagamento acontece em até 10 dias úteis”, diz. Leia mais: Seguro para casa cobre roubo e tempestade? Veja 6 mitos e verdades sobre a modalidadeSegundo Beck, o mercado também vem oferecendo flexibilidade na contratação, com planos on demand, que permitem contratar seguros por dia, hora ou mês, sem carência.Ela afirma que a escolha do seguro para celular mais relevante para cada consumidor depende da avaliação dos riscos reais do cotidiano e da seleção das coberturas mais adequadas ao perfil de cada pessoa.“O cliente tem essa flexibilidade de customizar suas coberturas. Se a pessoa usa pouco o celular fora de casa, o foco pode ser por quebra acidental e danos por líquidos. Mas se está mais exposta a roubos, vale garantir a cobertura de furto simples e qualificado.”— diz Camila Beck, da Simple2uComo funciona o seguro para celular?O seguro para celular pode ser contratado de forma totalmente digital, por meio de sites ou aplicativos, com atendimento remoto para suporte durante o processo de acionamento do sinistro. Os valores dos seguros para celular não são baseados apenas no valor do aparelho e variam conforme:perfil do segurado localização tipo de cobertura contratadaFatores como rotina, área de circulação e histórico também podem ser levados em consideração. Existem formatos de contratação flexíveis, como planos por períodos curtos, como dias, semanas ou meses, e com ativação imediata, o que amplia a adaptação do produto às diferentes necessidades dos consumidores.Leia também: Quais seguros são essenciais para autônomos e microempreendedores?O que o seguro para celular cobre e o que não cobre?Nem todos os seguros cobrem os mesmos riscos. Os planos mais básicos geralmente protegem contra roubo e furto qualificado, enquanto os mais completos incluem furto simples, danos acidentais, oxidação por líquidos e defeitos não cobertos pela garantia.Algumas seguradoras também oferecem coberturas opcionais, como proteção internacional durante viagens e extensão para dispositivos eletrônicos como tablets e notebooks. De modo geral, ficam fora da cobertura casos relacionados a mau uso proposital, desgaste natural ou aparelhos com tempo de uso superior a determinado limite, que geralmente varia entre dois anos, refletindo a tendência de renovação dos aparelhos no mercado.Leia mais: Busca por seguros de motos cresce, enquanto a de carros cai em 12 mesesComo escolher o melhor seguro para celular?Segundo as especialistas ouvidas pelo InfoMoney, na hora de contratar um seguro para celular, é fundamental analisar alguns critérios para garantir que a proteção realmente atenda às suas necessidades.O primeiro ponto a ser observado é o nível de cobertura oferecida. Outro ponto importante é o valor, que pode tornar a reposição do aparelho menos vantajosa caso seja muito alta.A agilidade no pagamento e a facilidade de contratação e cancelamento também contribuem para uma experiência mais transparente e sem burocracia.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Seguros para celular estão mais personalizáveis e usam IA para agilizar indenizações appeared first on InfoMoney.

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