Setor de educação dispara na Bolsa e vira aposta do ano para gestores da XP

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O forte rali das ações de educação — um dos movimentos mais surpreendentes da Bolsa em 2025 — reposicionou o setor no radar dos grandes gestores. A disparada de quase 300% dos papéis da Cogna (COGN3), que se tornou a maior alta do Ibovespa no ano, transformou o case em um dos principais responsáveis pelo desempenho dos fundos da XP Asset. “O que teve de alta foi simplesmente revisão de lucro”, explicou Marcos Peixoto, head de renda variável da gestora. Segundo ele, foi um movimento de “deslocamento de preço gritante em relação ao fundamento”, que abriu uma janela rara para captura de valor.Ao mesmo tempo, os gestores têm reduzido a exposição ao setor de utilities — que já representou 35% do portfólio no início do ano — diante de preços mais ajustados e menor assimetria. “Era bater morto no início do ano. Hoje, não”, afirmou Peixoto ao comentar a mudança na tese, especialmente em companhias ligadas ao saneamento.A rotação entre setores reflete também um movimento tático diante da performance desigual da Bolsa. Enquanto os setores domésticos sensíveis a juros subiram forte, commodities ficaram para trás. “O doméstico é um pouco mais complicado, mas commodities estão ainda mais desafiadoras”, avaliou. Veja mais: XP Malls acelera vendas e distribuição de dividendos após ajustes estratégicosE também: XP Asset lança novo FII de crédito e Maxi Renda (MXRF11) amplia posições em ativosA discussão fez parte do painel Navegando nas Oportunidades do Mercado Brasileiro, que reuniu Fernando Ferreira, head de Research da XP Inc., e Marcos Peixoto, durante o Annual Meeting, evento da da XP Asset realizado em São Paulo.Leia tambémGoogle e OpenAI redesenham o mercado global e desafiam previsões para 2026Em um ano marcado por intensa volatilidade, a IA se tornou o principal vetor de diferenciação no desempenho das grandes empresas. Educação volta ao radar após quase uma década fora das carteirasPeixoto explicou que a aposta em educação representou uma guinada após anos sem posições relevantes no setor. “A gente mesmo não olhava desde 2015”, afirmou. Mas uma combinação de múltiplos deprimidos, desalavancagem operacional e forte geração de caixa virou o jogo.Ele citou números emblemáticos: “Em dezembro, a Cogna valia R$ 2 bilhões. Ela vai gerar de caixa, este ano, R$ 1 bilhão”. A discrepância entre preço e fundamento levou a XP Asset a iniciar posição com o papel perto de R$ 1 — hoje, está em torno de R$ 3,80. Mesmo após a multiplicação, a gestora segue comprada: “O fundamento melhorou”.Peixoto acrescentou que a casa não tem preconceito setorial. “A gente está olhando tudo. Gosto de pegar cases fora do radar.” A tese combinou revisão de lucro, desalavancagem e reprecificação acelerada.O gestor ponderou, porém, que o tamanho da posição ficou limitado por liquidez e volatilidade: “Foi de 3% a 6% do fundo — individualmente, o maior ganho do ano, mas não um peso enorme no portfólio”.The post Setor de educação dispara na Bolsa e vira aposta do ano para gestores da XP appeared first on InfoMoney.

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