O presidente dos EUA Donald Trump foi alertado por assessores de segurança de que um ataque militar de grande porte contra o Irã dificilmente derrubaria o regime em Teerã e poderia desencadear uma guerra mais ampla no Oriente Médio, segundo informações do jornal The Wall Street Journal.Diante desse quadro, a Casa Branca adotou, por enquanto, uma postura de espera, observando a reação do governo iraniano aos protestos internos antes de definir se parte para uma ofensiva mais dura.Leia tambémEUA impõem sanções ao Irã por causa da repressão aos manifestantesA ação desta quinta-feira é a mais recente medida contra Teerã desde que Trump restaurou sua campanha de ‘pressão máxima’ sobre o IrãGovernos árabes acreditam que tensão entre EUA e Irã diminuiu, diz jornalGovernos do Oriente Médio veem chance de diálogo, enquanto movimentos militares dos EUA ainda deixam a região em alertaDe acordo com o WSJ, para lançar um ataque em grande escala e ainda garantir a proteção de tropas e aliados na região – como Israel e bases americanas em países do Golfo – os EUA teriam de reforçar de forma significativa sua presença militar no Oriente Médio. Segundo o jornal, um dos movimentos em estudo é o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln, hoje no Mar do Sul da China, para mais perto do Irã, em uma viagem que deve levar de cinco a sete dias. Ao mesmo tempo, parceiros estratégicos como Turquia, Qatar e Arábia Saudita vêm pressionando Washington a evitar uma intervenção militar, temendo uma escalada fora de controle.A opção por ataques mais limitados, segundo as fontes ouvidas pelo jornal, poderia até dar algum fôlego aos manifestantes, mas não teria impacto decisivo sobre a repressão, que já deixou milhares de mortos e forçou o recuo dos protestos em várias cidades iranianas. Nesse contexto, Trump pediu que os meios militares fiquem posicionados para uma eventual ordem de ataque, mas ainda não tomou uma decisão final.Em público, a Casa Branca tem mantido o discurso de pressão máxima. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que, se o Irã continuar matando manifestantes, enfrentará “consequências graves” e reforçou que “todas as opções seguem sobre a mesa”. Ela também disse que os EUA receberam informações de que o regime planejava executar cerca de 800 pessoas em um único dia – algo que acabou não ocorrendo –, sem detalhar a origem dos dados. Leavitt confirmou ainda que Trump conversou recentemente com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, mas não revelou o conteúdo da conversa.Ao mesmo tempo, o presidente tem dado sinais ambíguos sobre uma ofensiva. Em declarações recentes, Trump afirmou que “a ajuda está a caminho” para os manifestantes iranianos, mas também comemorou relatos de que Teerã teria recuado de execuções em massa, sugerindo que poderia evitar ataques enquanto a repressão não se intensificar novamente. The post Trump ouviu de assessores que atacar o Irã não garantiria a derrubada do regime appeared first on InfoMoney.
