Tudo sobre: o que se sabe sobre o esquema que levou à prisão do dono da Ultrafarma

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O empresário Sidney Oliveira, dono e fundador da Ultrafarma, foi preso nesta terça-feira (12) em São Paulo, durante a Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público paulista para desarticular um esquema de corrupção no ressarcimento de créditos de ICMS.Segundo as investigações, o esquema, liderado pelo auditor fiscal estadual Artur Gomes da Silva Neto, movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021. Grandes empresas varejistas, como Ultrafarma e Fast Shop, estão entre as supostas beneficiadas.Leia tambémPrejuízo de R$ 115 mil: polícia do RJ desmonta esquema que usava IA para fraudar UberGolpe explorava falha no pagamento via Pix, criando perfis falsos de motoristas e passageiros para simular viagens e inflar valoresCaso Ultrafarma: patrimônio bilionário de professora de 73 anos alertou o MPPatrimônio da idosa saltou de R$ 46 milhões em 2022 para R$ 2 bilhões em 2024; ela era mãe de auditor da Sefaz-SP preso na operaçãoComo funcionava a fraudeO ressarcimento de créditos de ICMS é um direito de contribuintes que pagaram imposto a mais, mas o processo é burocrático. O MP afirma que Artur fraudava e acelerava indevidamente a liberação desses valores, garantindo que não fossem revisados internamente e, em alguns casos, liberando montantes superiores aos devidos.Em troca, recebia propinas milionárias por meio de empresas intermediárias, incluindo a Smart Tax Consultoria, registrada em nome de sua mãe, a professora aposentada Kimio Mizukami da Silva, que teria patrimônio saltando de R$ 411 mil em 2021 para R$ 2 bilhões em 2023.Presos e empresas investigadasForam presos:Sidney Oliveira — fundador da UltrafarmaArtur Gomes da Silva Neto — auditor fiscal e apontado como líder do esquemaMarcelo de Almeida Gouveia — auditor fiscalMário Otávio Gomes — diretor estatutário da Fast ShopCelso Éder Gonzaga de Araújo — dono de imóvel onde havia esmeraldas e dinheiroTatiane da Conceição Lopes — esposa de CelsoMandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços residenciais, nas sedes da Ultrafarma, Fast Shop e Smart Tax, e em outros locais ligados a executivos e auditores.A operação encontrou R$ 330 mil em espécie, US$ 10 mil, € 600, joias, duas embalagens com esmeraldas, além de computadores, celulares, documentos e uma máquina de contar dinheiro.The post Tudo sobre: o que se sabe sobre o esquema que levou à prisão do dono da Ultrafarma appeared first on InfoMoney.

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