Uniforme do Brasil que viralizou em Milão-Cortina fará parte do Museu Olímpico

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Em um evento dominado por países do frio, o Brasil conseguiu se destacar não só pela participação no esporte, mas pelo visual que impressionou desde sua primeira aparição.Na última quinta-feira (19), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) oficializou a doação do uniforme usado pelo Time Brasil na cerimônia de abertura de Milão-Cortina 2026 ao Comitê Olímpico Internacional (COI). A jaqueta passa a integrar o acervo do Museu Olímpico, em Lausanne, na Suíça.Leia tambémComo Carnaval e Canarinho se unem na estratégia de marketing do iFoodEmpresa de Delivery patrocinou festas em Salvador, Rio e São Paulo e também estará com a CBF na Copa do Mundo: tudo para reforçar brasilidadeO casaco puffer nasceu da parceria entre a grife francesa Moncler e o designer brasileiro Oskar Metsavaht. Linhas discretas por fora e uma bandeira do Brasil que tomava conta do visual quando os atletas abriam a jaqueta durante o desfile. O detalhe virou cena recorrente nos vídeos da abertura e ajudou a colocar a presença brasileira entre os assuntos mais comentados da noite.A entrega simbólica aconteceu na Casa Brasil, em Milão. Representando o COI, o diretor do Museu Olímpico, Julien Debove, destacou o impacto da peça.“É um dos objetos mais marcantes desta edição dos Jogos. O uniforme brasileiro criou uma imagem forte já na cerimônia de abertura”, afirmou.O gesto tem peso institucional, mas o que mais chama atenção é o caminho que levou até ali. Países com tradição na neve costumam entrar para a história pelas medalhas ou por recordes técnicos. Já o Brasil, que ainda constrói sua trajetória nos esportes de inverno, foi sensação já de cara, quando entrou no estádio.Uma entrada que não passou despercebidaA bandeira escondida no interior do casaco criava um efeito quase coreográfico. Quando os atletas levantavam os braços ou abriam a jaqueta, o verde e amarelo contrastavam com o cenário gelado e com uniformes mais escuros e técnicos, e isso fez a delegação brasileira ganhar identidade própria.Nas redes sociais, a repercussão veio rapidamente. Comentários elogiavam o efeito visual, perfis internacionais compartilharam imagens e o uniforme apareceu em listas de destaques da cerimônia. Para uma delegação que não costuma figurar entre as favoritas nas modalidades de inverno, aquele momento ampliou a visibilidade. Mas a presença brasileira foi além da estética.O ouro que mudou o tomDias depois da abertura, o Brasil viveu um marco esportivo com Lucas Pinheiro, que conquistou a primeira medalha de ouro em Jogos de Inverno do País, no esqui alpino. No alto do pódio, cantou o Hino Nacional emocionado, e a imagem correu o mundo.“Foi o momento mais emocionante da minha vida”, disse o atleta após a prova. “Cantar o hino ali, representando o Brasil, é algo que eu vou carregar para sempre.”A cena ajudou a mudar a percepção sobre a participação brasileira em Milão-Cortina. A delegação também registrou quatro colocações entre os 20 melhores, número inédito para o país na competição. Nesse contexto, o uniforme deixou de ser apenas assunto de abertura e passou a simbolizar uma edição diferente para o Time Brasil. Ao enviar a peça para Lausanne, o COB registrou esse ciclo na memória olímpica.O Museu Olímpico reúne objetos que ajudam a contar as histórias de cada edição, não apenas medalhas, mas também símbolos que marcam um momento. E o uniforme brasileiro passa a integrar esse acervo, marcando um capítulo diferente para o país nos Jogos de Inverno.The post Uniforme do Brasil que viralizou em Milão-Cortina fará parte do Museu Olímpico appeared first on InfoMoney.

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