O Tribunal Superior de Londres decidiu nesta sexta-feira (14) que a BHP é responsável pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG), em 2015, o que terá efeitos para as ações da Vale (VALE3). A Vale e a BHP têm um acordo para compartilhar igualmente a responsabilidade por quaisquer pagamentos em processos no Reino Unido e na Holanda.Ambas as empresas afirmaram que continuam confiantes de que o acordo definitivo assinado em outubro de 2024 no Brasil oferece os mecanismos mais rápidos e eficazes para indenizar os afetados. Mesmo assim, a Vale informou que deve fazer uma provisão adicional de aproximadamente US$ 500 milhões em suas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2025, além dos US$ 2,4 bilhões já reconhecidos, enquanto as saídas de caixa projetadas permanecem em linha com as projeções anteriores. Leia tambémJustiça britânica condena BHP por desastre de barragem de Mariana em 2015O pior desastre ambiental do Brasil desencadeou uma onda de lama tóxica que matou 19 pessoas, deixou milhares de desabrigados, inundou florestas e poluiu toda a extensão do rio DoceVale estima provisão de US$ 500 milhões por rompimento de barragem em MarianaEm 30 de setembro de 2025, a Vale já havia reconhecido uma provisão de US$ 2,40 bilhões para obrigações sob o acordo definitivo, disse a companhia.Na visão do Bradesco BBI, apesar das provisões mais elevadas, a decisão da Suprema Corte da Inglaterra reduz a incerteza em torno da responsabilidade da Mariana e reforça a eficácia do acordo brasileiro.Já o Morgan Stanley aponta que, embora a decisão judicial seja claramente negativa, esperaria apenas uma pequena queda no preço das ações – se houvesse. Os papéis caíam cerca de 1% durante a tarde desta sexta, mas também em meio a dados mais fracos do que o esperado sobre produção industrial na China, o que afeta o minério.“Em primeiro lugar, a decisão era amplamente esperada. Segundo, a BHP provavelmente recorrerá, e qualquer desembolso de caixa potencial ocorreria em 2028 ou posteriormente. Terceiro, a provisão que a Vale fará é modesta. Vemos um impacto limitado, ou nenhum, no retorno de caixa para os acionistas no curto prazo. Além disso, considerando o acordo de R$ 170 bilhões já assinado no Brasil, esperamos que o impacto no balanço patrimonial e no fluxo de caixa da Vale seja moderado”, avalia o banco americano.BBI tem recomendação equivalente à compra para os ativos, enquanto o Morgan tem exposição equalweight (exposição em linha com a média do mercado, equivalente à neutra). The post Vale (VALE3): provisão adicional de US$ 500 milhões por Mariana pode afetar ações? appeared first on InfoMoney.
