Mesmo depois de quatro cortes consecutivos da Selic, que levaram a taxa básica de 15% para 14% ao ano desde março, o investidor ainda encontra no Tesouro Direto papéis que pagam mais de 7,4% acima da inflação, enquanto os juros reais e nominais seguem em níveis historicamente elevados.A carteira de títulos públicos da XP para agosto reúne quatro papéis que cobrem os três indexadores disponíveis ao investidor pessoa física, do Tesouro Selic para reserva de emergência ao Tesouro IPCA, que segue rei das recomendações para atravessar o período eleitoral e um horizonte ainda incerto para a inflação.Emitidos pelo Tesouro Nacional, esses títulos têm risco soberano e um mercado com bastante liquidez, o que permite a venda a qualquer momento. A recomendação vem em um mês em que o Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo do ciclo iniciado em março.Vale lembrar que todos os títulos públicos, com exceção do Tesouro Selic, estão sujeitos à marcação a mercado em caso de venda antecipada, o que pode resultar em valor diferente do contratado na compra. As taxas indicativas podem variar.Leia tambémTesouro IPCA+ cai na contramão do exterior em dia de leilão e após compras de fundosRecomposição das carteiras dos índices IMA-B após vencimento de NTN-B nesta segunda gera demanda técnica que ajuda a segurar os títulos de inflação; petróleo volta a US$ 90 e pressiona prefixadosReserva de emergênciaPara reserva de emergência e gestão de caixa, a indicação é o Tesouro Selic com vencimento em março de 2029. Por ser pós-fixado, o papel oscila pouco em relação a outros indexadores, o que reduz o risco de perda em resgates antecipados. Os resgates ocorrem em D+0 para ordens até as 13h e em D+1 após esse horário.Pelo Tesouro Direto, a aplicação mínima corresponde a 1% do preço unitário, com taxa de custódia de 0,2% ao ano e limite de R$ 2 milhões por mês. No mercado secundário não há custódia nem limite de valor, mas a aplicação mínima é de cerca de R$ 19,5 mil, equivalente ao preço unitário integral do título.Taxa fixaNos prefixados, a orientação é de duration (prazo médio para receber os fluxos de pagamentos) em torno de quatro anos, com alocação de 5% no perfil conservador, 10% no moderado e 7,5% no sofisticado.A escolha é a NTN-F com vencimento em janeiro de 2029, que tem duration de 2,2 anos. O papel distribui cupom de 10% ao ano sobre o valor de face, em duas parcelas semestrais.Esse título não está disponível no Tesouro Direto e só pode ser adquirido no mercado secundário, onde não há taxa de custódia nem restrição de perfil de investidor, mas o valor mínimo de aplicação é mais alto. A indicação faz sentido, segundo a XP, para quem acredita que a taxa contratada superará a Selic média do período.Leia também: Na mira do governo, fim da isenção de LCI travaria crédito imobiliário, dizem bancosAtrelados à inflaçãoNa parcela de inflação, a recomendação é de duration próxima de seis anos, com preferência por vencimentos intermediários. A avaliação é que os vértices mais longos da curva vêm oferecendo remuneração menos atrativa para o risco adicional assumido. A alocação sugerida para a classe é de 12,5% no perfil conservador, 22,5% no moderado e 27,5% no sofisticado.Entre os indexados ao IPCA, a XP indica o Tesouro IPCA+ com juros semestrais para agosto de 2032, que paga hoje mais de 8% ao ano e tem duration de 5 anos, com cupom de 6% ao ano em duas parcelas, em fevereiro e agosto. A aplicação mínima no mercado secundário é de aproximadamente R$ 4,4 mil.A segunda opção é o Tesouro IPCA+ sem juros semestrais para maio de 2035, com duration de 8,7 anos. Nessa modalidade, todo o rendimento é incorporado ao valor do título e pago apenas no vencimento, o que amplia a sensibilidade do preço a mudanças na curva de juros. Os dois papéis também podem ser comprados pelo Tesouro Direto, com custódia de 0,2% ao ano e limite mensal de R$ 2 milhões.Leia também: Aplicativo do Tesouro Direto é desativado a partir desta segunda-feiraThe post 4 títulos públicos para se proteger e aproveitar taxas históricas appeared first on InfoMoney.
