Como revelou o GLOBO neste domingo, ao menos a metade dos 93 fuzis apreendidos operação mais letal da história do Rio, nos complexos do Alemão e da Penha, são “fantasmas”: imitações que dificultam o rastreamento do armamento. Segundo o Fantástico, da TV Globo, duas das fábricas desse armamento funcionavam em São Paulo e Minas Gerais. Os locais, clandestinos, abasteciam o arsenal do Comando Vermelho.Em São Paulo, uma das fábricas funcionava em Santa Bárbara d’Oeste, no interior do estado. Havia ao menos 11 equipamentos industriais de precisão, como torno e fresadores, que custam milhões de reais. Leia tambémMoraes vai ao Rio para reunião sobre megaoperação com CastroRelato da ADPF 635 determinou que todo material sobre a operação mais letal da história do Rio, como o resultado das perícias, seja integralmente conservadoCorpos dos 117 mortos em megaoperação no Rio estão liberados, diz defensoria PúblicaA perícia concluiu os exames nos corpos dos suspeitos mortos pela polícia no complexo da Penha e do Alemão Lá, a Polícia Federal apreendeu cerca de 150 fuzis e 30 mil peças que seriam usadas na fabricação de novas armas. Segundo a investigação, a planta fabril permite produzir 3,5 mil fuzis por ano.Um dos donos da fábrica é o piloto de avião Gabriel Carvalho Belchior, que, segundo a PF, fugiu para os Estados Unidos. De lá, ele ainda enviou peças para fabricar os fuzis — o matria lestava escondido em piscinas infláveis, mas foi descoberto pela Receita Federal.A outra fábrica de quem o CV comprava fuzis ficava em Belo Horizonte e era gerida, segundo a PF, por Silas Diniz Carvalho, que usava um local que aparentava fabricar móveis e esquadrias para produzir armas. A investigação estima que o local forneceu mil fuzis para as facções do Rio, como o Comando Vermelho e milícias, além de venda para criminosos da Bahia e Ceará. The post Conheça as fábricas de “fuzis fantasmas” em Minas e São Paulo que abastecem o CV appeared first on InfoMoney.
