Petrobras revisa rota com petróleo em queda: o que esperar do novo plano estratégico?

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A Petrobras (PETR4) divulgará seu Plano Estratégico 2026-2030 nesta quinta-feira (28), em um momento de grande atenção dos investidores. A recente estabilização do petróleo Brent na faixa dos US$ 60 por barril, com possibilidade de queda adicional, criou um novo dilema para a estatal na formulação do plano.O orçamento anterior foi construído com premissas bem mais otimistas, considerando um preço próximo de US$ 80 por barril para os próximos anos. Diante desse cenário, o Itaú BBA realizou uma pesquisa com 49 investidores institucionais para captar as expectativas em relação aos principais pontos que devem ser monitorados após a divulgação do plano, especialmente investimentos e produção.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe com exterior e volta a flertar com 157 mil pontosÍndices futuros dos EUA operam em alta Petroleiras sofrem pressão com commodity; veja quais ações preferidas dos analistasOs preços do petróleo operam próximo da US$ 60 o barrilSegundo o levantamento, os investidores esperam um investimento de capital (capex) de US$ 18,5 bilhões, um capex operacional de US$ 16,2 bilhões e uma produção de 2,58 milhões de barris por dia (bpd) para 2026, números alinhados às projeções do banco.Essas estimativas sugerem uma redução de cerca de US$ 1 bilhão no capex do próximo ano, impulsionada sobretudo pela transferência de projetos de revitalização (Revits) para o portfólio de avaliação e por outras otimizações modestas de curto prazo, provavelmente fora do segmento de Exploração e Produção (Upstream).Embora as projeções de curto prazo estejam amplamente ajustadas, o BBA avalia que o novo plano pode trazer uma visão mais construtiva para o médio prazo, especialmente entre 2027 e 2028. Esse cenário seria sustentado pelo alívio no capex de Exploração e Produção (E&P) após a aceleração recente de projetos e o desempenho robusto da produção, o que tende a ser bem recebido pelos investidores de longo prazo.Além disso, caso o plano apresente alguma redução nas despesas operacionais, isso também pode melhorar o sentimento do mercado, já que os investidores estão concentrados quase exclusivamente nas possíveis mudanças de capex e não vêm incorporando cortes de opex em seus modelos.Segundo notícias, o capex total para o período deve ficar em torno de US$ 106 bilhões, abaixo dos atuais US$ 111 bilhões, com uma redução no portfólio de implementação entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões.ProduçãoA expectativa é de uma produção entre 2,53 milhões e 2,64 milhões de barris por dia em 2026, com média de 2,58 milhões, próxima da projeção atual de 2,4 milhões. O banco trabalha com 2,6 milhões de barris por dia, em linha com o consenso, com potencial de alta caso as plataformas de Búzios entrem em operação antes do previsto e o ritmo de produção siga acelerado.Despesas operacionais (opex)Caso o plano inclua algum corte de opex, isso deve ser bem recebido, na avaliação do BBA, considerando que o mercado hoje está focado quase exclusivamente em capex e não vem projetando reduções de custos operacionais.Dívida brutaAs projeções da Petrobras para a dívida bruta total, incluindo a discriminação entre dívida financeira e contratos de leasing, também devem oferecer sinais relevantes aos investidores. Em conversas recentes, houve preocupação de que, em um cenário em que o petróleo fique abaixo de US$ 65 por barril em 2026, a companhia possa ultrapassar o limite de US$ 75 bilhões de dívida bruta, a depender das premissas de investimento adotadas.The post Petrobras revisa rota com petróleo em queda: o que esperar do novo plano estratégico? appeared first on InfoMoney.

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