O setor de construção civil tem demonstrado um ritmo operacional sólido e, em 2026, deve passar por uma fase ainda melhor, de acordo com os analistas da XP Investimentos. Para a casa, uma série de fatores acumulados ao longo do ano têm criado – e devem proporcionar – o melhor cenário macro para o setor já visto em tempos.De um lado, a reforma do imposto de renda tem o potencial de beneficiar Tenda (TEND3), Plano & Plano (PLPL3) e MRV (MRVE3), principalmente. Do outro, mudanças no FGTS e aumento do papel do Fundo Social podem favorecer o crescimento de Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3).A XP mantém uma visão construtiva para o segmento de baixa renda e reitera Cury como a sua top pick.Leia tambémLula sanciona lei que permite venda de medicamentos em farmácias em supermercadosO texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU)De acordo com as estimativas dos analistas, a reforma do imposto de renda deve gerar um impacto maior na Faixa 2 do programa Minha Casa Minha Vida. A mudança poderá facilitar a entrada de cerca de 7 milhões de trabalhadores informais no acesso ao crédito. Já no início deste ano, o programa Minha Casa Minha Vida passou por uma mudança no teto de preço das Faixas 1 e 2, para R$ 275 mil por unidade.“Estimamos [que essa mudança possa] gerar ganhos de poder de preço entre 10% e 14% para 2026”, explicam os analistas. Esses ganhos seriam impulsionados, também, com a economia de imposto de renda, herdada da nova reforma tributária. Para os analistas, a reforma do imposto de renda pode beneficiar cerca de 20 milhões de trabalhadores.Nesta terça-feira (24), ocorrerá a primeira reunião do Conselho Curador do FGTS, que pode abrir discussões sobre novos aprimoramentos ao programa. A XP espera que, durante a reunião, seja proposto um aumento dos limites de renda e dos tetos de preço em todas as faixas.Fundo SocialConforme a XP, o mercado tem sugerido que o Fundo Social ganhe mais relevância no financiamento habitacional a partir deste ano. A expectativa é de que o programa alcance R$ 30 bilhões em 2026, impulsionado pelos royalties do petróleo pagos à União. O Fundo Social surgiu em 2010, pela Lei 12.351/2010, financiado por recursos arrecadados pelo governo federal na exploração das reservas de petróleo brasileiras.De acordo com Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), o governo espera que a arrecadação proveniente de royalties e da comercialização do petróleo aumente para cerca de R$ 170 bilhões até 2029. Para os analistas, esse aumento poderia elevar as entradas do programa para R$ 87,2 bilhões no mesmo ano.Ainda que o Fundo Social tenha diversas áreas de interesse público como destino, em 2025, o LOA encaminhou quase 50% para projetos de habitação social. “Assumindo que essa proporção permaneça como referência razoável para as alocações futuras, o orçamento habitacional nacional poderia atingir R$ 211 bilhões até 2029”, calculam os analistas.A destinação, entretanto, depende da aprovação do Conselho Deliberativo do Fundo Social (CDFS). O primeiro relatório anual do Fundo Social, com informações do saldo atual do fundo e a destinação dos recursos, está previsto para até o final de maio de 2026.The post XP: Construtoras podem ter um dos melhores cenários macros já vistos; veja preferidas appeared first on InfoMoney.
