O supertufão Sinlaku, que avança pelo Pacífico Oeste, reforça a previsão de que o fenômeno El Niño pode acontecer de forma intensa no segundo semestre de 2026.As temperaturas acima da média da superfície mar em que o tufão surgiu e atua com força de um fucarão da categoria 5 são o principal indicativo de que isso deve ocorrer. Apesar dosupertufão não ter qualquer efeito direto para o Brasil, o risco de aquecimento do mar pode desencadear novos problemas ambientais.Leia tambémWagner Moura na Time: brasileiro na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo“Em um mundo acelerado, ele é quase um antídoto”, diz crítica de cinema.O Metsul explica que o aquecimento do Pacífico Oeste é um dos fenômenos climáticos típicos de períodos anteriores ao surgimento do El Niño, caracterizado pelo aumento da temperatura das águas no Pacífico Equatorial.O supertufão reorganiza as temperaturas do oceano, por isso ele se torna um indicativo maior do que pode estar em risco.A mudança de temperatura altera a circulação atmosférica global, provocando secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras. Nesse cenário, o Brasil pode ser afetado.El Niño pode chegar no 2º semestreNão existe confirmação de que ele será superpoderoso, mas entre todos os desastres estimados o único garantido é o térmico e este será sentido em todo o Brasil, com grande intensidade no Sudeste e no Centro-Oeste.O calor, já nas alturas, virá com tudo no segundo semestre com o impulso do Niño. E 2026 poderá superar 2024 como o ano mais quente da História da Humanidade.Em termos gerais, o El Niño costuma provocar a diminuição das chuvas no Norte e o aumento no Sul. Na região central, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as ondas de calor se tornam mais frequentes, normalmente acompanhadas de baixa umidade.Há 80% de chance de um El Niño se estabelecer no Oceano Pacífico no segundo semestre. Se ele será moderado, forte ou muito forte é outra história.A frequência das ondas de calor aumentaram nos últimos cinco anos. O ano de 2024 teve dez ondas de calor; 2023, oito e 2025 mesmo sem El Niño marcou sete. É o período com maior número de ondas de calor da História do Brasil. Sudeste e Centro-Oeste têm sido muito afetados. O efeito mais preocupante não é sequer o extremo pontual de temperatura, mas semanas a fio acima da zona de conforto térmico do ser humano, que oscila na faixa dos 23°C. Isso que sobrecarrega o corpo e causa problemas de saúde.Para os consumidores, o uso do ar-condicionado ou ventiladores vai fazer parte do dia a dia dos brasileiros, apertando o bolso em relação à conta de luz do próximo semestre.The post Supertufão Sinlaku está relacionado ao El Niño? Veja como pode afetar o Brasil appeared first on InfoMoney.
