O JPMorgan rebaixou a Azzas 2154 (AZZA3) de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para equal-weight (exposição igual a média do mercado, equivalente à neutro), citando deterioração das perspectivas de crescimento, pressão sobre margens e incertezas relacionadas à integração e governança. O banco também cortou o preço-alvo de R$ 36 para R$ 24,60, após revisar para baixo suas estimativas de lucro por ação (EPS, lucro por ação) em 36% para 2026 e 27% para 2027.Segundo o relatório, a empresa enfrenta dificuldades para retomar o crescimento em marcas mais maduras e ainda lida com desafios no canal de franquias, com visibilidade limitada sobre o ritmo de recuperação. Além disso, a qualidade dos resultados é considerada inferior à média do setor, com forte dependência de incentivos fiscais.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quintaÍndices futuros dos EUA avançam em meio a balanços, PIB e guerra Suzano, Braskem, Petrobras, Multiplan, Embraer e mais ações para acompanhar hojeConfira os principais destaques do noticiário corporativo desta quinta-feiraApesar disso, o banco ressalta que a companhia possui ativos relevantes, como seu portfólio de marcas e a operação internacional da Farm Rio, mas avalia que, em um mercado que exige consistência e crescimento, a entrega de valor ao acionista tende a ser mais limitada no curto prazo. De olho nos balanços? Organize sua estratégia de dividendos. Acesse a Planilha Viva de RendaC&A e Vivara são destaquesNo restante do setor, o JPMorgan mantém preferência por empresas com crescimento consistente de resultados, destacando a C&A (CEAB3), pelo elevado potencial de valorização, e a Vivara (VIVA3), pelo bom ritmo de crescimento e valuation atrativo. O banco também observa que o ambiente macroeconômico segue desafiador, com alto nível de endividamento das famílias e inflação pressionada, o que pode limitar o consumo discricionário. Além disso, a possível redução de impostos sobre compras internacionais pode aumentar a concorrência com players estrangeiros.O JPMorgan mantém recomendação overweight (acima da média) para a C&A, com preço-alvo de R$ 20 para dezembro de 2026. O banco espera melhora sequencial nos resultados do primeiro trimestre de 2026, após um quarto trimestre mais fraco.A recuperação deve ser impulsionada pela aceleração das vendas em mesmas lojas (SSS, vendas em mesmas lojas) e pela expansão de margem bruta, apoiada no foco em vestuário e melhor execução operacional. A estratégia de retorno ao básico, com ênfase em categorias principais e reforma de lojas, segue como pilar da tese.No caso de Vivara, o banco também mantém recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 33, embora reconheça que 2026 deve ser um ano de transição. A alta nos preços de ouro e prata e a volatilidade de créditos fiscais reduzem a visibilidade dos resultados no curto prazo.O JPMorgan observa que os investidores devem adotar postura mais cautelosa, monitorando sinais de crescimento e margens. A companhia ainda possui estoques elevados, o que pode suavizar reajustes de preços ao longo dos próximos 12 a 18 meses, sustentando receitas e rentabilidade.Lojas Renner (LREN3)O JPMorgan mantém recomendação neutra (Neutral) para a companhia, com preço-alvo de R$ 19 para dezembro de 2026. O banco avalia que, apesar da boa geração de caixa livre (FCF, fluxo de caixa livre) e da qualidade histórica e de governança, o papel não está mais barato do que os pares com dinâmica semelhante e momento de curto prazo (ST, curto prazo) ainda limitado.Os resultados devem seguir pressionados no primeiro semestre de 2026, especialmente na receita, diante de bases de comparação mais difíceis. Por outro lado, a trajetória de melhora de margens deve continuar, sustentada por avanços na cadeia de suprimentos, como o novo centro de distribuição e melhorias no modelo de reposição, além de ganhos de eficiência operacional.A margem bruta tende a subir gradualmente, apoiada por precificação e menor necessidade de remarcações, enquanto a alavancagem operacional deve melhorar a margem de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, desconsiderando créditos fiscais. Ainda assim, com crescimento mais moderado e múltiplos de 8,5x/8x P/L (preço sobre lucro) para 2026/2027, o banco vê relação risco-retorno equilibrada, mesmo com potencial de alta de cerca de 40% pelo fluxo de caixa descontado (DCF).Alpargatas (ALPA4)O JPMorgan também mantém recomendação neutra para a empresa, com preço-alvo de R$ 13,50. A avaliação é que a companhia apresenta operação sólida, com o principal vetor de crescimento vindo do negócio internacional, mas que grande parte desse potencial já está refletida no preço das ações.Após um turnaround bem-sucedido, a empresa entra em 2026 em um ano de ajuste, com crescimento resiliente no Brasil, mas pressão nas receitas nos Estados Unidos devido ao novo modelo operacional. Já Europa e outras regiões devem apresentar crescimento mais moderado.Riachuelo (RIAA3)O JPMorgan mantém recomendação de compra para Riachuelo, com preço-alvo de R$ 15. O JPMorgan vê a empresa como uma aposta com maior risco, principalmente devido à menor liquidez (ADTV, volume médio diário negociado) e à exposição ao braço financeiro.Ainda assim, a companhia deve apresentar o melhor desempenho de vendas em mesmas lojas no primeiro trimestre entre os pares, com crescimento próximo de 6%, além de expansão relevante de margem bruta. O modelo verticalizado segue como diferencial competitivo, permitindo margens superiores.Para 2026, o banco projeta crescimento de cerca de 11% nas vendas e melhora na margem EBITDA, embora destaque riscos ligados ao negócio financeiro, que representa cerca de 30% do EBITDA. Mesmo assim, vê potencial de valorização relevante, estimado em cerca de 60%.The post JPMorgan corta Azzas para neutra e vê cenário desafiador para varejo; veja preferidas appeared first on InfoMoney.
