A Ânima (ANIM3) divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2026, com lucro líquido ajustado de R$ 124,8 milhões. O dado representa uma alta de 8,4% em relação ao mesmo período no ano anterior. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (06).Sem ajustes, o lucro líquido ficou em R$ 139 milhões, com ligeira queda de 0,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado consolidado bateu R$ 375,9 milhões no trimestre, com crescimento de 4,3% ante o 1T25.Leia tambémC&A e Tenda sobem até 12%, TIM cai 6%: os movimentos extremos após balanços do 1TAlém de TIM, PRIO, Klabin e RD Saúde operam com baixaA alavancagem da companhia bateu o menor nível dos últimos anos, encerrando o trimestre em 2,39x dívida líquida ajustada sobre o EBITDA, ante 2,63x no 1T25 e, 2,49x no 4T25.A receita líquida cresceu 7,7% em relação ao mesmo período no ano anterior, indo de R$ 1.040,1 para R$ 1.120,4 no primeiro trimestre.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olho Para a CEO da Ânima, Paula Harraca, esse resultado é um reflexo da estratégia da companhia focada em execução de longo prazo. “Isso não se faz em apenas um trimestre, é uma construção com muita disciplina e muita convicção de nossas escolhas estratégicas”, explica a executiva em entrevista ao InfoMoney.Política de Educação a DistânciaUma das estratégias centrais da companhia, tem sido em relação às diretrizes da Nova Política de Educação a Distância. O documento altera o marco regulatório, com novas orientações para os cursos de Ensino à Distância (EaD).Com a mudança, cursos de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia deverão ser ofertados exclusivamente no formato presencial. “O novo marco veio ao encontro da Ânima. Quando foi efetivado, nós já estávamos com muitas dessas mudanças em andamento”, explica a CEO.As novas diretrizes já têm se traduzido em números para a companhia. Conforme afirma o CFO Átila da Cunha, houve uma queda na receita do ensino digital. “Por outro lado, nós temos o crescimento do presencial e do semipresencial”, explica.Em números, o segmento do ensino digital recuou R$ 4 milhões na receita do ensino digital. Já no presencial, o crescimento foi de R$ 61 milhões na receita nas modalidades presencial e semi.Ao analisar o ticket, o ensino presencial chega a R$ 1.000. Já o ticket de digital, é R$ 248. O CFO explica que, apesar da queda no número de alunos, a receita acaba sendo maior, pela captação do ensino presencial.“Essa era a tese que sempre acreditamos. Sabíamos da perda no digital, mas, dada a nossa capilaridade e a nossa abrangência territorial, sabíamos que os cursos presenciais e semipresenciais, mais que compensariam essa queda”, destaca Cunha.A adequação às novas regras da Política de Educação a Distância deve começar apenas em meados de 2027, mas analistas já destacam efeitos marginais em 2026.Ânima CoreO segmento Core apresentou avanço na captação de alunos da graduação. Ao longo do primeiro trimestre, o Core cresceu 7,7% em relação ao mesmo período no ano anterior. De acordo com a companhia, o desempenho foi positivo tanto na modalidade presencial quanto na semipresencial.Além disso, o período foi marcado pela evolução do tíquete médio, que cresceu 11%, refletindo a estratégia de priorização da qualidade da receita. A base de alunos da graduação do Core reverteu a tendência de queda observada em períodos anteriores, encerrando o trimestre em linha com o mesmo período de 2025. The post Ânima tem lucro líquido ajustado de R$ 124,8 milhões no 1T26, alta de 8,2% appeared first on InfoMoney.
