A indefinição do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) sobre a disputa o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano passou a provocar incômodo entre dirigentes partidários no estado, que relatam dificuldades para avançar nas articulações eleitorais enquanto o ex-presidente do Senado mantém publicamente a possibilidade de candidatura.Na prática, partidos evitam declarar apoio a outros nomes — como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o governador Mateus Simões (PSD) ou o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB) — devido à influência de Pacheco sobre quadros internos das siglas.Presidentes de partidos ouvidos, como União Brasil, PSDB, MDB, PDT e PP, negam que haja, neste momento, uma articulação concreta do senador para viabilizar sua candidatura.Leia tambémPL avança para lançar dobradinha ‘Flávio e Flávio’ em Minas e pressiona CleitinhoPré-candidato à Presidência deve anunciar Flávio Roscoe no estado; senador mantém postulaçãoSegundo esses dirigentes, o próprio Pacheco já teria sinalizado, em conversas reservadas, que não pretende entrar na disputa.Dessas legendas, duas possuem candidaturas colocadas. O MDB tem Gabriel Azevedo, enquanto o PDT lançou o ex-prefeito Alexandre Kalil. Ambas negam a possibilidade de recuar com seus voos próprios por uma aliança com o senador.A avaliação é que a indefinição acaba travando o cenário político no estado. Isso porque lideranças locais ligadas ao grupo político de Pacheco permanecem dentro das siglas, o que dificulta movimentos mais explícitos de apoio a outros candidatos.A leitura contrasta com o discurso de aliados de Pacheco, que sustentam que o senador segue em articulação com diversas legendas e que uma eventual candidatura dependeria da construção de uma aliança ampla, e não apenas de um eixo restrito ao PT e ao PSB.Entre interlocutores do senador, a versão é que ele “tem conversado com todos” e que o cenário ainda está em aberto. A avaliação é que uma candidatura só faria sentido com um arco político robusto, capaz de garantir competitividade no segundo maior colégio eleitoral do país.O impasse ocorre em um momento em que outras forças já se movimentam para ocupar o espaço no estado. Sem uma definição de Pacheco, como noticiou o GLOBO, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscam um plano B. Entre as possibilidades estão Kalil, Gabriel Azevedo e o empresário Josué Alencar, visto como uma alternativa com maior capacidade de diálogo com o setor produtivo.As duas, porém, enfrentam obstáculos: Kalil e Azevedo resistem a uma vinculação direta com o presidente, enquanto aliados de Josué apontam pouca disposição do empresário em entrar na disputa.The post Indefinição de Pacheco irrita partidos em Minas, que evitam apoiar adversários appeared first on InfoMoney.
