O fundo imobiliário VILG11 (Vinci Logistica) informou ao mercado que acompanha o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, controlador das marcas Tok&Stok e Mobly, mas destacou que a exposição atual do inquilino representa apenas 4,5% da receita imobiliária do portfólio.O comunicado foi divulgado após as ações do TOKY3 registrarem forte queda na bolsa, em reação ao anúncio do pedido de recuperação judicial da companhia, que possui dívida superior a R$ 1 bilhão.Segundo a empresa, o pedido foi motivado pelo ambiente macroeconômico enfrentado pelo varejo de móveis e decoração, marcado por juros elevados, desaceleração do consumo e maior endividamento das famílias brasileiras.Apesar do cenário, a Vinci destacou que, até o momento, não houve descumprimento de obrigações locatícias por parte da companhia e que também não foram iniciadas tratativas formais relacionadas ao processo de recuperação judicial.O Grupo Toky ocupa atualmente os módulos G1 e G2 do Extrema Business Park – Bloco I, localizado em Extrema (MG). O contrato conta com garantia de seguro-fiança equivalente a 12 meses de aluguel, mecanismo que pode ser acionado em caso de inadimplência.Leia Mais: FIIs endividados: como identificar oportunidades – e fugir de armadilhasFundo reduziu exposição ao Grupo TokySegundo a gestão, a exposição do fundo ao inquilino foi significativamente reduzida após um processo recente de reposicionamento comercial do ativo logístico.Extrema Business Park – Bloco I. Foto: Divulgação.Anteriormente, o Grupo Toky ocupava os oito módulos do empreendimento e representava cerca de 15% da receita imobiliária do fundo. Após a entrada de novos locatários, a participação caiu para aproximadamente 4,5% da receita bruta de locação.Entre os novos ocupantes do empreendimento estão empresas como Supera Farma, DSV, Sierra Log e DHL, que passaram a ocupar cerca de 46,8 mil m² de área bruta locável (ABL).Com a reconfiguração, o Extrema Business Park passou a operar como condomínio logístico multiusuário, estratégia que, segundo a gestora, ampliou a diversificação de receitas e reduziu a concentração contratual do ativo.Leia Mais: Shoppings, escritórios e logística: o raio-x da Vinci em meio à consolidação dos FIIsTok&Stok já ficou inadimplente com VILG11 em ação de despejo durante 2023O fundo imobiliário VILG11 já chegou a iniciar uma ação de despejo contra a Tok&Stok em 2023 devido a atrasos no pagamento de aluguel. Na ocasião, porém, a varejista depositou em juízo todos os valores pendentes e voltou à condição de adimplente junto ao fundo, encerrando o episódio sem impactos mais amplos para o portfólio.Guidance deve ser mantidoA gestora afirmou ainda que eventual inadimplência da companhia não alteraria o guidance de distribuição de rendimentos do fundo para o primeiro semestre de 2026, estimado entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota.The post Dividendo do FII VILG11: Qual pode ser o impacto com a crise da dona da Tok&Stok? appeared first on InfoMoney.
