Embora a visibilidade continue limitada, a XP Investimentos destaca um aumento dos riscos domésticos, que devem permanecer elevados ao longo do período eleitoral, além de uma desaceleração mais lenta do que o esperado no conflito no Oriente Médio, refletida nos rendimentos mais altos dos títulos do Tesouro americano.Diante desse cenário, a casa aponta as fabricantes de papel e celulose Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) e fabricante de motores elétricos WEG (WEGE3) entre os nomes mais defensivos em momentos de aversão ao risco global e doméstico, enquanto empresas com maior beta, como CSN (CSNA3) e Randoncorp (RAPT4), parecem mais bem posicionadas para superar o mercado em um cenário de maior apetite por risco no Brasil e no exterior.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta terçaÍndices futuros dos EUA recuam em meio a sell-off de tecnologia AtlasIntel: Aprovação de Lula vai a 42,9% após “pacote de bondades” e crise de FlávioAlta na avaliação do governo coincide com agenda de benefícios populares, melhora de percepção externa e crise envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel VorcaroA incerteza macroeconômica aumentou significativamente nas últimas semanas. No cenário doméstico, o ruído político se intensificou após as pesquisas mais recentes, que apontam para uma disputa ainda bastante competitiva e reforçam as incertezas sobre a formação de coalizões no período pré-eleitoral. Os acontecimentos recentes envolvendo Flávio Bolsonaro adicionaram uma nova camada de imprevisibilidade, potencialmente impactando alianças políticas e ampliando a dispersão de possíveis desfechos, ainda sem sinais claros para os mercados.Ao mesmo tempo, os riscos externos também cresceram, com a renovação das preocupações sobre uma escalada no conflito entre EUA e Irã reforçando um ambiente macro global mais frágil. Nesse contexto, combinando maior incerteza geopolítica e uma perspectiva doméstica menos ancorada, a XP vê uma distribuição mais ampla de cenários macroeconômicos plausíveis para o Brasil, especialmente em juros, câmbio e prêmio de risco.Com isso em mente, a corretora traçou quatro possíveis cenários macro e avaliou a sensibilidade das ações com base em análise de beta:1- Escalada do conflito + deterioração da percepção de risco no BrasilNa avaliação da XP, uma escalada geopolítica acompanhada de deterioração da percepção de risco do Brasil deve resultar em juros globais mais altos, inclinação da curva de juros local e desvalorização do real. Nesse ambiente, exportadoras e empresas com baixo beta tendem a superar o mercado, funcionando como ativos defensivos. A XP destaca Suzano, Klabin e WEG.2- Escalada do conflito + melhora da percepção sobre o BrasilUma escalada geopolítica, mas com melhora na percepção sobre o Brasil, ainda pressionaria os juros globais para cima, porém dentro de um contexto doméstico mais construtivo, incluindo estabilidade maior na parte longa da curva e no câmbio. Nesse cenário, empresas com menor sensibilidade macroeconômica tenderiam a se destacar, incluindo Gerdau, Frasle, Marcopolo e Usiminas. Segundo a XP, a Usiminas aparece como destaque na análise estatística, refletindo, na visão da casa, um desempenho positivo no horizonte de um ano sustentado por fundamentos favoráveis e pela alta dos preços do aço plano no Brasil.3- Desaceleração do conflito + deterioração da percepção de risco no BrasilA XP avalia que uma desaceleração das tensões globais combinada com piora da confiança doméstica provavelmente traria algum alívio para os juros globais, embora a curva local permanecesse pressionada e o real seguisse enfraquecido.Nesse contexto, a casa acredita que empresas cíclicas globais tenderiam a liderar os ganhos apesar dos desafios internos, com Aura Minerals, Vale e Embraer potencialmente beneficiadas por ventos favoráveis externos, em um cenário também positivo para commodities de forma geral.4- Desaceleração do conflito + melhora da percepção sobre o BrasilA XP avalia que uma melhora sincronizada, com redução dos riscos geopolíticos e avanço da percepção doméstica, provavelmente levaria à queda dos juros globais, valorização da curva local e apreciação do real. Na visão da casa, esse ambiente mais construtivo tenderia a favorecer empresas de maior beta e mais expostas à economia doméstica, com cíclicas como CSN, Randoncorp e Tupy entre as potenciais vencedoras.The post XP vê 4 cenários possíveis para Bolsa e aponta ações que podem ganhar em cada um appeared first on InfoMoney.
