Estrela não é a única: veja outras recuperações judiciais de empresas no 1º semestre

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O pedido de recuperação judicial anunciado pela fabricante de brinquedos Estrela nesta quarta-feira (20) se somou a uma sequência de outras grandes empresas que buscam alternativas para reestruturar as contas. Desde o início do ano, GPA (PCAR3), Toky (TOKY3), Raízen (RAIZ4), CVLB e até a SAF do time Botafogo se juntaram à lista.Os casos envolvem tanto recuperações judiciais quanto extrajudiciais — quando o plano de negociação de dívidas é negociado diretamente com os credores. Essas companhias, no entanto, fazem parte de um movimento bem mais amplo: apenas no primeiro trimestre de 2026, o número de recuperações judiciais aumentou 21,5% em comparação ao mesmo período do último ano, apontam dados de monitor da RGF Associados.Nesse período, o número de companhias em RJ chegou a 5.931 no Brasil, contra 4.881 no primeiro trimestre de 2025, acompanhando uma tendência de crescimento anual. Fatores como o alto custo de capital e restrições no crédito diante da alta taxa de juros no Brasil costumam ser apontados como razões para o agravamento deste cenário.Os dados da RGF Associados não incluem a Estrela, outras empresas que entraram em recuperação após março ou optaram pela recuperação extrajudicial, mas indica a tendência. Veja alguns dos casos recentes a seguir.GPA (Grupo Pão de Açúcar)A Justiça aceitou em março o pedido de recuperação extrajudicial do GPA, uma das marcas mais fortes no setor de varejo de supermercados. O plano estruturado pela companhia abrange obrigações de pagamento sem garantia que somam o montante aproximado de R$ 4,5 bilhões em dívidas. O processo foi direcionado para a renegociação de contratos, redução de investimentos e alienação de imóveis, visando buscar o reequilíbrio financeiro do grupo.Grupo TokyEmpresa que atua no setor de varejo de móveis e decoração e controla as marcas Tok&Stok e Mobly, o Grupo Toky protocolou um pedido de recuperação judicial em maio deste ano. A petição foi ajuizada sob segredo de justiça e detalha um endividamento superior a R$ 1 bilhão.A companhia justificou a medida apontando o ambiente macroeconômico desafiador do setor, marcado por taxas de juros elevadas e alto nível de endividamento das famílias, fatores que agravaram a situação financeira do grupo. Além do mais, a companhia alega restrições temporárias nos níveis de estoques afetaram a liquidez de curto prazo, motivando a solicitação emergencial para proteger os ativos, viabilizar as operações e estabelecer as bases para uma reestruturação ordenada do capital.RaízenA Raízen, do setor de energia e processamento de etanol, protocolou o seu pedido de recuperação extrajudicial na ainda em março deste ano. O procedimento abrange a reestruturação e renegociação de dívidas financeiras estimadas no valor aproximado de R$ 65,1 bilhões.Os motivos que levaram ao pedido estão associados à alta alavancagem financeira da empresa em um período de juros elevados, somada a fatores climáticos adversos e desencontros entre os sócios. O plano de reestruturação foi estruturado de forma consensual com seus principais credores financeiros e, no momento do protocolo, já contava com a adesão expressa de credores signatários que detêm mais de 47% das obrigações financeiras listadas.CVLB BrasilA CVLB Brasil, criada a partir da fusão entre Casa & Vídeo e da Le biscuit, protocolou um pedido de recuperação judicial em abril. A medida legal foi adotada para substituir o regime cautelar provisório que estava vigente, convertendo-o em um instrumento jurídico definitivo para garantir a estabilidade e a proteção dos ativos enquanto durarem as negociações com credores.SAF do BotafogoA SAF do Botafogo teve seu pedido de recuperação judicial aceito pela 2ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro. A decisão oficial reconhece que o passivo total estimado da instituição atinge a marca de R$ 2,5 bilhões, sendo que, deste montante bilionário, aproximadamente R$ 1,28 bilhão está diretamente incluído no processo de recuperação judicial.O clube enfrenta um cenário de forte pressão financeira e restrições operacionais, que incluíram pendências financeiras internacionais e a aplicação de punições administrativas de impedimento de registros de atletas impostas pela Fifa.The post Estrela não é a única: veja outras recuperações judiciais de empresas no 1º semestre appeared first on InfoMoney.

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