Com a aproximação da fusão com a CBO, o Bradesco BBI elevou o preço-alvo das ações da Oceanpact (OPCT3) de R$ 10 para R$ 15, mantendo recomendação de compra. Para os acionistas que eventualmente tenham direito aos valores relacionados às reivindicações contra a Petrobras (PETR4), o banco estima um preço-alvo de R$ 17 por ação ao fim de 2026. Às 14h (horário de Brasília), as ações da companhia subiam 5,17%, cotadas a R$ 10,78.O BBI segue vendo a OceanPact como uma das principais escolhas entre as small caps de sua cobertura na América Latina, ao lado do segmento de distribuição de combustíveis. Embora a liquidez das ações ainda seja uma preocupação, o banco espera melhora gradual ao longo dos próximos 12 meses.Leia tambémIsa e Axia caem após TRF1 suspender indenização bilionária às transmissorasAs ações questionam os pagamentos que estão sendo feitos a algumas transmissoras de energia, como herança da renovação antecipada de uma série de contratos do segmento em 2012Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila com guerra e inflação no radarBolsas dos EUA avançam após novos recordes e possibilidade de acordo com Irã Na avaliação do banco, a tese apresenta assimetria positiva. O cenário-base considera sinergias operacionais, administrativas e de capex entre OceanPact e CBO, além de ganhos com ágio e a recontratação parcial das embarcações ociosas da CBO. O BBI também trabalha com um cenário otimista, que levaria o papel a R$ 20 por ação, e um cenário pessimista, de R$ 13 por ação. Mesmo no cenário mais conservador, o potencial de valorização seria de cerca de 30% sobre os níveis atuais, podendo chegar a 100% no cenário mais favorável.Segundo o banco, a combinação das empresas criará uma gigante do setor de óleo e gás offshore. A nova companhia terá 73 embarcações, sendo 28 da OceanPact e 45 da CBO, formando a segunda maior frota do Brasil, atrás apenas da Bram Offshore, com participação estimada de 15% no mercado brasileiro de embarcações de apoio offshore (OSV). Em escala global, a companhia também passaria a figurar entre as dez maiores operadoras do setor, com porte comparável ao da DOF Group.Além da escala, o BBI destaca que a operação deve melhorar significativamente a geração de caixa. A projeção de fluxo de caixa por ação (FCPA) para 2026 sobe para R$ 0,79 por ação, ante estimativa negativa de R$ 0,14 para a OceanPact de forma isolada. O rendimento médio de FCFE (fluxo de caixa livre para o acionista) da nova companhia é estimado em 12% entre 2026 e 2030, acima dos 8,6% projetados para a empresa sem a fusão. Já o dividend yield médio projetado, excluindo eventuais reivindicações, sobe para 15%, contra 13% anteriormente.O banco vê como principais catalisadores para a nova empresa a integração bem-sucedida das operações, a recontratação das embarcações ociosas da CBO e a melhora gradual da liquidez das ações, à medida que investidores de private equity reduzam participação na tese. Entre os riscos, o BBI cita dificuldades na integração, demora na recolocação das embarcações, uma possível desaceleração do ciclo do mercado offshore e a baixa liquidez dos papéis.Na avaliação do Bradesco BBI, a companhia também apresenta valuation atrativo. A OceanPact negocia a cerca de 4,5 vezes EV/Ebitda (valor da empresa/lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) estimado para 2026, o que representa desconto de aproximadamente 30% em relação à média global do setor e de 20% frente à Tidewater. O banco também destaca o potencial de pagamento de dividendos acima de 10% ao ano entre 2026 e 2027, colocando a empresa entre as mais atrativas do setor em retorno ao acionista.The post O que esperar da “nova Oceanpact”? BBI mantém ação entre small caps preferidas appeared first on InfoMoney.
