Copasa “recalcula” rota de privatização e analistas questionam: vale comprar a ação?

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O processo de privatização da Copasa (CSMG3), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais, tem passado por dias intensos. Às vésperas do que deveria ser o anúncio do acionista de referência, a companhia deu meia volta e precisou ajustar o cronograma de oferta de ações. Com a mudança repentina, ainda na quarta-feira, as ações da Copasa fecharam em queda de 4,71%, negociadas a R$ 50,75.Leia tambémJPMorgan segue vendo eleição acirrada e projeta alta volatilidade em ações no BrasilCenário segue marcado por polarização e pouca mudança estrutural, avaliam os especialistas do bancoCopasa ajusta cronograma de oferta de ações e inclui preço mínimo de R$ 47,23O cronograma ‌da operação ​também foi alterado e agora prevê a ⁠fixação ​do ​preço em 11 de junhoEm entrevista à Reuters, uma fonte próxima afirmou que as ofertas recebidas de interessados ficaram abaixo do mínimo pretendido pelo governo mineiro, o que pode ter levado à reorganização. Segundo reportagem da Bloomberg, as propostas estavam a cerca de 10% abaixo dos níveis atuais de mercado.Ainda na quinta-feira (27), a Copasa anunciou que a oferta pública secundária de ações seria modificada. Em novo prospecto preliminar, a oferta secundária estabeleceu o preço mínimo de R$ 47,23 por papel.O cronograma, que também foi alterado, agora prevê a fixação do preço em 11 de junho — anteriormente, estava previsto para o dia 2 de junho. A quantidade de ações adicionais também diminuiu, de ​19.135.730 ⁠para 19.035.730 papéis. A oferta ⁠base permaneceu em 171.113.881 ações.Para o Santander, a mudança no cronograma e a publicação prévia do preço mínimo, pode levar as novas propostas a ficarem mais próximas do preço mínimo. Ainda vale a pena comprar a ação?O relatório do Santander, divulgado um dia antes da revelação do novo preço mínimo e do cronograma, reforça o otimismo com a privatização.“Acreditamos que o governo abrirá de fato uma nova rodada de propostas para investidores estratégicos, com o preço final provavelmente permanecendo próximo aos níveis atuais de mercado”, apontou o texto.De acordo com os analistas, a alocação de ações deve ficar limitada e, por isso, os investidores interessados deverão agir logo e aproveitar a fraqueza das ações. Cabe destacar que, nesta quinta, os papéis eram destaque do Ibovespa, subindo mais de 4%. Por um lado, deve-se considerar a possível oferta relevante da Perfin, que atualmente possui 18%-20% da Copasa e é um dos principais nomes interessados em avançar com a privatização. Por outro, está a parcela limitada destinada aos investidores de varejo, em 19 milhões de ações.O Santander acredita que a Perfin está disposta a trabalhar com Aegea ou Equatorial (EQTL3), embora não pareça interessada, neste momento, em atuar como investidor estratégico. Ainda assim, segundo a Bloomberg, a Perfin estaria disposta a absorver cerca de R$ 1 bilhão do tranche de mercado durante o processo de bookbuilding.“A conclusão é clara: comprar agora já oferece um potencial relevante de valorização, caso a privatização avance sob o controle de um operador forte”, afirmam.Outro ponto importante trazido pelo banco diz respeito ao tamanho da oferta e a disponibilidade limitada para investidores institucionais. Isso considerando, por exemplo, a potencial demanda de fundos globais especializados em saneamento.Estimando que a tranche de varejo atinja o limite de 19 milhões de ações e levando em conta que a Perfin invista R$ 1 bilhão, o montante restante para o mercado institucional em geral cairia para apenas R$ 863–939 milhões. Segundo os analistas, isso restringiria de forma relevante a participação dos investidores.The post Copasa “recalcula” rota de privatização e analistas questionam: vale comprar a ação? appeared first on InfoMoney.

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