O que se sabe sobre a greve dos caminhoneiros, anunciada nesta segunda-feira (13)

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O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automores (Abrava), Wallace Landim, anunciou que diversos caminhoneiros iniciaram uma paralisação a partir desta segunda-feira (13).O anúncio da mobilização ocorre para tentar pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) a votar a Medida Provisória (MP) do Piso do Frete, que perderá a validade caso não seja pautada até 16 de julho.Em vídeo publicado nas redes sociais, Landim, que é conhecido como Chorão, afirmou que luta há duas semanas, junto de outros caminhoneiros, para que a MP entre na agenda de votação do Senado, mas que não obtiveram resposta.“A orientação é que você não saia para viajar a partir da meia-noite para que a gente possa acompanhar até terça-feira (14) para ver se de fato a MP vai entrar na pauta para votar”, destaca Landim no comunicado.Além do prazo curto para que a MP do Frete seja apreciada pelo Senado antes de perder a validade, a proximidade com o recesso parlamentar, que ocorre entre 18 e 31 de julho, pode dificultar ainda mais o andamento da pauta.O texto em questão, aprovado pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, cria uma série de penalidade para empresas que descumprirem a oferta do piso mínimo do frete, diminuindo assim o risco de competição desleal no setor.Apesar do anúncio de greve, ainda não há registros de obstrução. Em Santos, há uma manifestação pacífica com cerca de 70 pessoas reunidas, mas sem obstrução das vias, segundo a Polícia Militar de São Paulo.Leia tambémMotta se queixa de atuação de Lula a favor de adversário de seu pai ao SenadoAliados afirmam que assunto virou ‘chateação’ para o presidente da CâmaraJabuti no texto quase impediu votação Apesar de conter dispositivos que garantem uma maior fiscalização na categoria, que na prática impedem empresas de contratarem serviços abaixo do valor mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, a MP 1.343/2026 possuía um acréscimo estranho à pauta: a anistia às multas judiciais, administrativas e civis impostas a caminhoneiros e transportadores que participaram dos bloqueios de rodovias após a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas de 2022A anistia havia sido incluída pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC), relator da MP na Câmara. Na prática, a anistia cancela valores de multas aplicadas por decisões judiciais ou administrativas, sanções civis e administrativas inclusive já inscritos em dívida ativa.Os bloqueios de 2022 ocorreram em diversos Estados do País após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para combater a manifestação imposta por caminhoneiros, diversas decisões judiciais foram tomadas para a desobstrução das rodovias, incluindo sanções aos participantes e empresas apontadas como envolvidas nas interdições.O tema gerou impasse na Câmara, principalmente com a ala governista, que se recusou a apoiar a votação caso o dispositivo alheio à pauta continuasse incluído. Após negociação, o enxerto foi retirado do texto original e aprovado, de forma unânime, em 17 de junho.MP caduca em três diasPor se tratar de uma decisão provisória, a MP do Frete será considerada caduca em 16 de julho. Isso significa os senadores têm até a data para votar o texto e transforma-lo em legislação.Segundo Chorão, a possibilidade de que a medida perca o efeito pode aumentar significativamente a pressão por uma paralisação nacional. Para o dirigente, sem as mudanças trazidas pelo texto, o transporte rodoviário se torna economicamente viado apenas para caminhões de grande porte, o que impactaria diretamente na parcela autônoma do setor.The post O que se sabe sobre a greve dos caminhoneiros, anunciada nesta segunda-feira (13) appeared first on InfoMoney.

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