Designação de PCC como terrorista prejudica investimento estrangeiro, diz ex-ministro

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A designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais pelos Estados Unidos representa um risco à soberania brasileira e pode dificultar a entrada de investimentos estrangeiros no país. A avaliação é do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski.“Isso pode representar atentado à nossa soberania, fragiliza a soberania. E em segundo lugar, estou aqui na presença de empresários de várias áreas, isso pode dificultar os investimentos estrangeiros”, disse Lewandowski nesta segunda-feira (1º) durante painel do Fórum de Lisboa 2026, evento organizado pelo IDP, instituição de ensino do ministro Gilmar Mendes, do STF. Segundo o ex-ministro, a classificação americana tende a gerar uma cadeia de restrições práticas para empresas que atuam no Brasil, tanto estrangeiras quanto nacionais. “Na medida em que um país é classificado como país que abriga organizações terroristas, há uma série de restrições. As empresas precisam criar mecanismos de compliance e administrativos contábeis para poder exatamente se defender desse fenômeno”, afirmou.O painel reuniu também o ex-presidente Michel Temer, o governador do Pará Helder Barbalho, o ex-ministro das Cidades Jader Barbalho Filho, a ex-senadora Kátia Abreu e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, sob o tema “Pacto Federativo, Governança Democrática e Sustentabilidade Fiscal”. A moderação foi do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho.Semipresidencialismo como saídaNo mesmo painel, Lewandowski defendeu uma reforma no modelo de governo brasileiro e disse estar convicto de que o país precisa caminhar para o semipresidencialismo. O ex-ministro argumentou que a complexidade da gestão do Estado contemporâneo tornou inviável que uma única pessoa acumule as funções de chefe de governo e chefe de Estado.“Com a minha passagem pelo poder executivo acompanhando o presidente Lula, a complexidade da gestão de Estado contemporânea é tamanha que não é mais possível que alguém exerça simultaneamente as funções de chefe de governo e chefe de Estado”, disse.Lewandowski citou ainda o que classificou como paralisia institucional decorrente do conflito entre os Poderes. “O que um poder decide é anulado por outro poder, seja o Judiciário, seja o Executivo, seja o Legislativo. Então há uma paralisia institucional, é preciso criar novas funcionalidades”, afirmou. O ex-ministro disse ter sido anteriormente um admirador do presidencialismo, mas que sua experiência no Executivo o convenceu da necessidade de mudança.The post Designação de PCC como terrorista prejudica investimento estrangeiro, diz ex-ministro appeared first on InfoMoney.

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