O “jeito americano de investir” avança no Brasil; entenda o fee fixo

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Um dos reflexos do amadurecimento do mercado de assessoria e consultoria de investimentos no País é a sofisticação crescente dos modelos de atendimento ao cliente. Entre as novidades está o fee fixo, formato de remuneração já consolidado em boa parte do mundo e que vem ganhando espaço no Brasil. 

Predominante no mercado dos Estados Unidos, o fee fixo funciona como uma espécie de assinatura. Em vez de pagar por cada operação realizada, o investidor contrata um serviço contínuo, com cobrança periódica calculada sobre o valor do patrimônio investido. 

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A XP Investimentos foi a primeira instituição a trazer o modelo de fee fixo mensal para o Brasil e hoje lidera esse segmento, com mais de R$ 245 bilhões em ativos de clientes sob esse formato. 

A principal diferença em relação ao modelo transacional está no alinhamento de incentivos. Nesse caso, o assessor é remunerado pelo acompanhamento contínuo dos investimentos e pela prestação do serviço, e não pela indicação de produtos financeiros. 

O percentual do fee fixo varia de acordo com o escritório contratado e o montante investido. A faixa mais recorrente para investidores pessoa física gira em torno de 1% e 0,4% (na medida em que o patrimônio aplicado aumenta).

Principais características:

Modelo: modelo em ascensão no mercado brasileiro e consolidado em países desenvolvidos.

Cobrança: percentual fixo sobre o seu patrimônio investido.

Perfil: ideal para quem faz movimentações com maior recorrência na carteira de investimentos.

Diferenciais: em casas como a XP, o valor que seria repassado para o assessor retorna para você, em cashback.

Como o fee fixo funciona na prática 

No modelo de fee fixo, estão incluídos serviços como análise do perfil do investidor, montagem de carteira personalizada, recomendações de investimento, monitoramento e rebalanceamento da carteira, além do acesso a especialistas, plataformas e ferramentas.

A taxa varia de acordo com o volume investido e é descontada automaticamente de forma periódica, garantindo previsibilidade e transparência para o cliente. 

Henrique Silva, fundador do escritório Invés e um dos defensores do modelo no Brasil, afirma que o maior desafio ainda é cultural. “Muitos investidores acreditam que a assessoria é gratuita, porque a comissão está embutida nos produtos. O débito em conta causa desconforto, mas é uma questão de educação financeira”, diz. 

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O mercado global já deu sua resposta. Segundo Silva, nos Estados Unidos, mais de 70% dos assessores trabalham com taxa fixa. No Brasil, a trajetória aponta na mesma direção: o fee fixo representa atualmente 21% da custódia da XP. Segundo a corretora, esse percentual deve ultrapassar 50% nos próximos dez anos, aproximando-se do patamar observado no mercado americano. 

O fee fixo é indicado para quem deseja um relacionamento mais próximo com o assessor, busca organização financeira de médio e longo prazo e valoriza um acompanhamento ativo da carteira sem precisar tomar sozinho todas as decisões de investimento.

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Para quem deseja avançar no planejamento financeiro, mas não tem tempo ou disposição para acompanhar o mercado diariamente, esse formato pode ser uma alternativa adequada. 

Outras formas de investir 

O mercado de assessoria e consultoria de investimentos tem crescido cada vez mais no Brasil. Só entre os assessores, o número de profissionais aumentou 502% entre 2016 e 2025. Mas o avanço vai além dos números. O segmento tem se sofisticado oferece diferentes formas de atendimento ao cliente. 

Atualmente, o investidor que busca um profissional do mercado financeiro pode escolher, além do modelo fee fixo, os formatos de relacionamento transacional e consultoria. 

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“Não existe um modelo superior”, chama a atenção uma recente campanha da XP Investimentos, que passou a oferecer os três modelos aos clientes. “O que existe é o modelo mais adequado para cada pessoa”, reforça a iniciativa. 

Cada um dos modelos de atendimento, acrescenta a campanha, varia em nível de autonomia, tipo de suporte e profundidade do planejamento financeiro.

Entender, portanto, um pouco mais sobre os tipos de relacionamento é importante para se descobrir qual é o mais indicado de acordo com o perfil do investidor. 

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