Longevidade pode levar a Geração Alpha aos 100 anos e mudar carreira e aposentadoria

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A possibilidade de viver até os 100 anos, antes associada a uma pequena parcela da população, começa a entrar no horizonte da Geração Alpha, formada por crianças e adolescentes nascidos a partir de 2010. Em um contexto de avanços na medicina, mudanças no mercado de trabalho e aumento da expectativa de vida, especialistas afirmam que o desafio não será apenas alcançar uma idade mais avançada, mas garantir condições financeiras, emocionais e sociais para atravessar um período mais longo da vida.Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a expectativa de vida ao nascer no Brasil chegou a 76,6 anos. Embora ainda distante da marca dos 100 anos, projeções ligadas aos avanços em saúde e qualidade de vida indicam que uma parcela da Geração Alpha poderá atingir essa longevidade.Para Antonio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade MAG, a longevidade deixou de ser um tema restrito à velhice e passou a representar uma jornada que começa ainda na infância. Por isso, o debate precisa começar muito antes. “A Geração Alpha vem crescendo em um cenário de maior expectativa de vida, mas também de mudanças constantes e desafios de adaptação. Viver mais significa desenvolver uma maior consciência sobre saúde, relações sociais, planejamento financeiro e propósito de vida desde cedo.”— diz Antonio Leitão, do Instituto de Longevidade MAGLeia mais: Longevidade impulsiona segunda carreira e muda planos de aposentadoria do brasileiroA discussão ocorre em um momento em que crianças e adolescentes crescem cercados por tecnologia, acesso instantâneo à informação e novas formas de interação social. Ao mesmo tempo em que essas características podem ampliar o acesso ao conhecimento, especialistas alertam para riscos relacionados à hiperconectividade, à saúde mental e à dificuldade de construir relações presenciais duradouras.Entre os fatores considerados decisivos para uma longevidade saudável estão a saúde mental e emocional, a adoção de hábitos relacionados à alimentação, atividade física e sono, além da capacidade de construir vínculos sociais e desenvolver autonomia ao longo da vida.Na avaliação de Luciana Bastos, diretora de Produtos de Vida da Icatu Seguros, viver mais traz oportunidades e desafios. Entre eles, o fato de que as decisões tomadas na juventude tenham efeitos por períodos muito maiores.“Viver mais significa conviver por mais tempo com os impactos das decisões tomadas ao longo da vida. Escolhas relacionadas à educação, carreira, saúde e finanças ganham peso em um horizonte de vida mais extenso”, pontua.Essa perspectiva também tende a alterar conceitos tradicionais relacionados ao trabalho e à aposentadoria. Em vez de uma trajetória profissional linear, a Geração Alpha deverá enfrentar múltiplas transições de carreira, exigindo atualização constante de habilidades e novas formas de planejamento financeiro.“A Geração Alpha está crescendo em um ambiente marcado pela transformação tecnológica e experimenta uma dinâmica diferente de estudo e aprendizado. Ao ingressar no mercado de trabalho, é provável que vivencie uma lógica profissional diferente da linear observada até pouco tempo atrás.”— diz Luciana Bastos, da Icatu Segundo ela, a aposentadoria também tende a assumir novos significados, permitindo direcionar o olhar para a realização de projetos pessoais, por exemplo, mas também exigindo preparo para demandas financeiras que tendem a crescer com a idade. “Especialmente relacionadas aos cuidados com a saúde”, ressalta a diretora da Icatu.Leia também: Longevidade: veja os pilares financeiros para envelhecer com qualidade de vidaO desafio de financiar décadas adicionaisNesse cenário, a educação financeira aparece como um dos principais instrumentos para preparar as novas gerações para uma vida mais longa. Para Bastos, desenvolver hábitos de planejamento desde a infância será fundamental para enfrentar um horizonte de vida ampliado.Além disso, avalia a especialista, iniciativas como planos de previdência voltados para menores de idade podem servir não apenas como ferramenta de acumulação de recursos, mas também como forma prática de ensinar conceitos relacionados à disciplina financeira, poupança e planejamento.A proteção financeira também passa a ocupar espaço maior na discussão sobre longevidade. Bastos afirma que o planejamento não deve se limitar à formação de patrimônio. Quer saber mais sobre seguros? Inscreva-se na Segura Essa: a newsletter de Seguros do InfoMoney“Ao chegar à maioridade, esses jovens precisam pensar também em ter um suporte para momentos adversos. Nesse contexto, o seguro de vida entra como um mecanismo de proteção para situações como uma perda temporária de renda, um acidente que incapacite temporariamente para o trabalho ou uma doença grave”, diz.Para os especialistas, a preparação da Geração Alpha exige uma atuação conjunta de famílias, escolas, empresas e instituições financeiras. A avaliação é que o aumento da longevidade transforma o planejamento de longo prazo em uma necessidade cada vez mais presente desde os primeiros anos de vida.Na visão de Leitão, a discussão sobre longevidade também deve levar em conta as transformações que essa geração provocará na sociedade. “A Geração Alpha tem nos feito repensar não apenas produtos e serviços, mas a forma como nos relacionamos com o futuro de maneira geral. Estamos falando sobre indivíduos que estão crescendo em um mundo diferente do que costumávamos conhecer, em um contexto de avanços tecnológicos constantes e mudanças sociais profundas”, conclui o gerente do Instituto de Longevidade MAG.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Longevidade pode levar a Geração Alpha aos 100 anos e mudar carreira e aposentadoria appeared first on InfoMoney.

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