O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, notificou formalmente o Congresso sobre a retomada das hostilidades contra o Irã.O documento foi divulgado pela emissora americana CBS nesta terça-feira, 14. Na carta enviada ao presidente pro tempore do Senado, o senador republicano Chuck Grassley, na sexta-feira, 10, Trump afirmou que o conflito foi retomado na última terça-feira, 7.Na quarta-feira, 8, menos de um mês após a assinatura do memorando de entendimento que prorrogou o cessar-fogo entre Washington e Teerã, Trump anunciou o fim da trégua. Antes disso, os EUA já haviam atacado o Irã em pelo menos outras três ocasiões, sob a justificativa de que Teerã estava bombardeando navios comerciais no Estreito de Ormuz. Desde então, os dois países têm trocado ataques.O republicano afirmou na segunda-feira, 13, que pretende assumir o controle de Ormuz e que os EUA serão os “guardiões” da via marítima. Segundo ele, por “uma questão de justiça”, o país cobrará uma taxa de 20% sobre toda a carga transportada pelo estreito, “por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo”. Trump também anunciou a retomada do bloqueio aos portos iranianos, que deve começar nesta terça-feira.Leia tambémTrump desiste de cobrar 20% como “taxa de reembolso” para embarcações em OrmuzPresidente dos EUA afirmou que a taxa seria substituída por acordos de comércio e de investimento Na carta enviada a Grassley, Trump disse que já havia notificado anteriormente o Congresso “sobre mudanças na postura global das Forças Armadas dos EUA no Oriente Médio em resposta às ameaças provenientes do Irã” e descreveu algumas ações realizadas, incluindo o cessar-fogo iniciado em 7 de abril. “Durante esse período, meu governo se envolveu em esforços produtivos e de boa-fé para alcançar uma solução diplomática para o comportamento maligno do Irã e encerrar sua ameaça aos EUA, bem como aos nossos aliados e parceiros”, escreveu o presidente.Segundo o republicano, esses esforços resultaram na assinatura do memorando de entendimento em 17 de junho, no qual o Irã teria se comprometido a “garantir a passagem segura de embarcações comerciais do Golfo Pérsico até os mares de Omã”. No entanto, Trump afirmou que, apesar do acordo, Teerã voltou a atacar embarcações comerciais de bandeira neutra que transitavam pelo estreito.O presidente disse que ordenou que as Forças Armadas dos EUA respondessem “com ataques defensivos contra alvos dentro do Irã”. “Esses ataques são limitados, proporcionais, planejados e executados de maneira destinada a minimizar baixas civis”, escreveu Trump.“Eles têm como foco capacidades militares que representam uma ameaça às Forças Armadas dos EUA na região, proteger o território americano, promover os interesses nacionais dos EUA, garantir a passagem segura de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz e defender nossos aliados e parceiros regionais”, acrescentou.Trump afirmou ainda que determinou os novos ataques em conformidade com sua “responsabilidade de proteger os americanos e os interesses dos EUA, tanto dentro quanto fora do país”.Leia tambémJuíza decide que acordo de imunidade de Trump não tem “fundamento legal”Trump havia processado a Receita Federal e o Tesouro dos EUA pelo vazamento não autorizado de suas informações fiscaisResolução sobre PoderesA Resolução sobre Poderes de Guerra dos EUA, de 1973, exige que o presidente informe o Congresso em até 48 horas sobre hostilidades nas quais as Forças Armadas estejam envolvidas e limita a duração dessas operações a 60 dias.A guerra entre EUA e Irã começou em 28 de fevereiro e foi comunicada oficialmente ao Congresso em 2 de março. Em 1º de maio, Trump afirmou que havia respeitado o prazo de 60 dias, já que, segundo ele, as hostilidades haviam terminado em 7 de abril, com o cessar-fogo. No entanto, críticos argumentam que o conflito nunca foi totalmente encerrado e que as operações militares teriam ultrapassado o prazo previsto na legislação.Em junho, o Congresso aprovou uma resolução que exigia que Trump suspendesse a guerra com o Irã ou buscasse autorização dos parlamentares para manter a ação militar. No entanto, a medida teve caráter simbólico porque, apesar de ter sido aprovada pela Câmara dos Representantes e pelo Senado, não foi encaminhada ao presidente.The post Trump notifica Congresso dos EUA sobre retomada da guerra contra o Irã appeared first on InfoMoney.
