A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), avaliou a percepção pública após o embate entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).De acordo com o levantamento, 42% concordam mais com o ponto defendido por Michelle na discussão do que os argumentos apresentados por Flávio, que tem 18% de menções positivas sobre o tema. 22% dos entrevistados afirmaram não concordar com nenhum dos dois lados.Questionados se Michelle acertou ou errou ao divulgar os vídeos nas redes sociais, 45% afirmam que a ex-primeira-dama fez o certo ao tornar o assunto público. Já 38% consideraram o movimento um erro.Leia tambémQuaest: Lula vai a 45% e abre 8 pontos para Flávio Bolsonaro no 2º turnoDesde o anúncio de possíveis novas sanções ao Brasil pelos EUA, Lula abriu doze pontos de vantagem no 1º turno em relação a FlávioO apoio à atitude de Michelle é visto com bons olhos entre os eleitores de esquerda e considerados lulistas. Respectivamente, 74% e 62% dos entrevistados aprovaram a atitude. Por outro lado, 64% da base bolsonarista repudiou a exposição das brigas particulares.Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, o episódio expõe uma fragilidade na campanha de Flávio, até mesmo entre os eleitores de direita.“A fragilidade na campanha de Flávio pode ser justificada por alguns fatores. O mais expressivo foi o conflito com Michelle Bolsonaro, que ficou conhecido por metade dos brasileiros”, aponta. “Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial do Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acha que Michelle acertou ao divulgar o vídeo”, explicou.Nunes destaca que a maior parte da direita e do movimento bolsonarista enxerga boa intenção em Michelle, uma vez que 35% e 31% dos entrevistados acreditam que ela fez o vídeo para se opor às alianças políticas feitas pelo Partido Liberal com as quais discorda, como o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSD).O desgaste torna-se mais explícito com a afirmação de 53% e 45% desses eleitores, respectivamente, que acreditam que a participação direta de Michelle na campanha de Flávio à Presidência da República aumentaria as suas chances de vitória. Para Nunes, o desgaste na família Bolsonaro afasta principalmente o potencial eleitor independente do Flávio, que enxerga Flávio como uma opção mais moderado que a sua família. O número caiu de 33% para 29% em relação à rodada de junho.Nesta rodada de pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a melhora no cenário de 1º turno com 40% das intenções de voto, 12 pontos a mais que o senador Flávio Bolsonaro, que oscila dentro da margem de erro para 28%. A vantagem se repete no 2º turno, em que Lula passou de 44% para 45% das intenções de voto, enquanto Flávio manteve a queda registrada desde março, quando alcançou 42%, e tem 37% dos votos, levando a diferença para oito pontos percentuais.O que foi dito por Michelle no vídeoEm 24 de junho, Michelle Bolsonaro publicou vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido desrespeitada e humilhada por Flávio durante uma conversa por telefone após divergências sobre os rumos das eleições do PL no Ceará.A ex-primeira-dama explicitou um afastamento entre os dois, dizendo que não se falavam desde o fim de 2025 e que entendeu, após a conversa, que Flávio não desejava seu apoio à pré-candidatura.O vídeo motivou um pedido de desculpas público do senador, que afirmou não ter tido a intenção de ofendê-la. Apesar do movimento, a ex-primeira-dama deixou o comando do PL mulher em 30 de julho, afirmando que a decisão foi tomada para cuidar do ex-presidente e marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após uma piora no quadro de saúde. Desde então, as últimas três semanas tem sido marcadas por diálogos internos no Partido Liberal e declarações do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, sobre a necessidade de união dos membros neste período eleitoral e da importância de Michelle para a disputa. The post Quaest: 42% concordam mais com Michelle em briga com Flávio após vídeos divulgados appeared first on InfoMoney.
