Presidente de Cuba acusa EUA de “genocídio político” no aniversário da revolução

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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, emitiu ⁠uma forte condenação ao embargo petrolífero de Washington e ao endurecimento ‌das sanções em um discurso neste domingo, classificando a política do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, como “genocídio político”.Díaz-Canel criticou um relatório recente ‌do Departamento de Estado dos EUA, que acusou Cuba de se infiltrar no governo norte-americano e de apoiar uma “onda sem precedentes de terrorismo de esquerda em solo americano”.Leia tambémTrump está dando “um pouco de margem” a negociações com Irã, diz embaixador dos EUAO Pentágono suspendeu as operações de bombardeio contra o Irã após ‌13 noites de ​ataques cada vez mais intensos, e não houve relatos neste fim ⁠de ​semana de ​ataques de Teerã contra seus vizinhosEUA negam intenção de interferir em eleições brasileiras após negativa de vistosPor meio de comunicado oficial, o governo dos EUA caracterizou a proposta como uma “visita de rotina”O governo Trump intensificou seus ataques a grupos de esquerda dentro dos Estados Unidos.“Ao acusar Cuba, eles não estão apenas procurando um ⁠bode ‌expiatório, um agente externo. Estão procurando alguém para culpar pelos protestos dos ⁠setores mais afetados por uma economia que torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres”, disse Díaz-Canel.“Eles estão procurando uma nova desculpa para sustentar seu genocídio político contra Cuba.”O discurso ressaltou as crescentes tensões entre Havana e Washington, à medida que o ​embargo petrolífero e as sanções ampliadas do governo Trump aprofundaram a pior crise econômica de Cuba em décadas, provocando apagões rotativos e escassez ​de combustível em toda a ilha.O discurso de Díaz-Canel, proferido ao amanhecer, fez parte das comemorações do governo para marcar o 73º aniversário da primeira ofensiva das guerrilhas de Fidel Castro contra o exército do líder Fulgencio Batista, apoiado pelos EUA, em 1953, dando início a ‌uma rebelião que derrubou Batista mais de cinco ​anos depois.Feriado mais importante do calendário cubano, o evento deste domingo também contou com apresentações artísticas diante de milhares de apoiadores do governo.A crise econômica sem precedentes na ilha ⁠levou várias empresas internacionais, ​especialmente nos setores de ​turismo e financeiro, a encerrarem operações em Cuba. Além dos apagões rotativos, o esgotamento do ⁠estoque de combustível provocou múltiplas falhas na ​rede elétrica em nível nacional. O transporte público do país também ficou paralisado e o ano letivo foi encurtado por falta de combustível.Washington culpa o governo ​cubano pela má gestão econômica e pela falta de investimento.Em seu discurso, Díaz-Canel pediu o fim das sanções e do bloqueio ​petrolífero e agradeceu aos ⁠grupos internacionais que enviaram ajuda humanitária e suprimentos para a ilha.“Que Cuba viva em paz, e ⁠que também vivam em paz os mais nobres do povo norte-americano, que historicamente lutaram pelos direitos humanos de outros povos, sem esperar reconhecimento e muitas vezes enfrentando perseguição, prisão e riscos à própria vida”, disse ele.“Cuba não é uma ameaça para os Estados Unidos nem para qualquer outro país do ​mundo.”The post Presidente de Cuba acusa EUA de “genocídio político” no aniversário da revolução appeared first on InfoMoney.

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