Novo medicamento da Novo falha em estudo cardiovascular aguardado pelo mercado

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Um remédio experimental da Novo Nordisk (dona de Ozempic e Wegovy) fracassou em reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames num estudo de grande porte — um balde de água fria nos planos da farmacêutica de crescer para além dos mercados de obesidade e diabetes.A injeção, chamada ziltivekimab, até conseguiu reduzir a proteína que era seu alvo no organismo. Mas isso não se traduziu em impacto sobre o risco de problemas cardiovasculares graves no ensaio clínico de fase avançada, informou a farmacêutica dinamarquesa nesta sexta-feira (31). Analistas esperavam ao menos algum benefício, embora houvesse debate sobre o tamanho dele.Leia tambémB3 prevê reabertura do mercado a partir de 12h30 após problemas em Câmara B3 informou nesta sexta que atrasou a abertura do pregão de listados devido a problemas relacionados ao envio de arquivos e à abertura da Câmara B3B3 fora do ar? Relembre outros episódios que afetaram negociações e sistemas da BolsaA operadora da Bolsa informou, nesta sexta-feira (31) atraso na abertura do pregão de listados devido a problemas relacionados ao envio de arquivos e à abertura da Câmara B3As ações da Novo chegaram a despencar 10,5% — a maior queda desde fevereiro. O tombo jogou o papel de volta ao vermelho no acumulado do ano, depois de uma recuperação de meses.A injeção mensal era peça-chave nos planos da Novo de expandir o portfólio para áreas que complementassem seu negócio principal. O estudo avaliou pacientes com doenças cardiovasculares, doença renal crônica e inflamação — um mercado que, segundo o Jefferies, vale mais de US$ 10 bilhões por ano.O fracasso se soma a uma série de decepções no pipeline da Novo. O CagriSema, seu remédio de próxima geração para obesidade, já tinha ficado abaixo do esperado numa sequência de testes. O resultado também pode aumentar a pressão sobre a empresa para fazer uma aquisição “significativa” e turbinar o portfólio, disse Jared Holz, estrategista do Mizuho Group, em nota.O CEO da Novo, Mike Doustdar, já disse que está de olho em grandes negócios e, em entrevista no mês passado, levantou a ideia de ir além da perda de peso para áreas como longevidade e estética.O ziltivekimab é um inibidor de interleucina-6 — ou seja, bloqueia uma proteína inflamatória do sistema imunológico. O estudo é o primeiro de três que a Novo está tocando para avaliar o impacto do remédio experimental em problemas cardiovasculares. Novartis e Eli Lilly também estão trabalhando em compostos com a mesma abordagem.O estudo precisava mostrar pelo menos 20% de redução de risco para justificar o uso amplo, segundo analistas do Jefferies. Já o BMO Capital Markets dizia que uma redução de 15% com segurança limpa também seria positiva.No ensaio da Novo, uma proporção maior de pacientes que tomaram ziltivekimab teve infecções graves em comparação com quem tomou placebo. Batizado de Zeus, o estudo acompanhou mais de 6.300 pessoas.Se tivesse dado certo, o ziltivekimab poderia ter sido a âncora para construir uma franquia maior em doenças cardiovasculares, escreveram analistas do Goldman Sachs antes dos resultados. Isso reduziria os riscos para a Novo, cujas vendas dependem pesado das franquias Ozempic e Wegovy.A Novo vai levar adiante mais dois estudos de desfechos cardíacos com o ziltivekimab — um com pacientes com insuficiência cardíaca e outro com quem sofreu infarto agudo do miocárdio. Ambos devem sair no primeiro semestre do ano que vem. Depois do fracasso de hoje, os investidores vão reduzir as expectativas para os dois, disse Holz.© 2026 Bloomberg L.P.The post Novo medicamento da Novo falha em estudo cardiovascular aguardado pelo mercado appeared first on InfoMoney.

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