As ações da Usiminas (USIM5) tiveram forte alta desde o início do ano até meados do segundo trimestre. Para os analistas da XP Investimentos, entretanto, o melhor da companhia já passou e, daqui para frente, o cenário deve ser menos construtivo.Com a queda das importações e o impacto das medidas antidumping implementadas em fevereiro deste ano, as ações da companhia quase dobraram por volta do mês de maio. Desde então, o mercado desceu um pouco o tom para uma abordagem mais moderada.De acordo com a XP, os mesmos três fatores que impulsionaram as ações da companhia, podem acabar sendo a razão da virada nos próximos trimestres — e têm mantido os investidores em alerta, também.São eles: (i) tendências mais fracas de demanda, (ii) benefícios incrementais limitados de novas iniciativas de defesa e (iii) pressões crescentes de custos (como destacado pela perspectiva da companhia para o 3T26), que podem voltar a atuar como ventos contrários para a lucratividade a partir do 3T26.Leia tambémGerdau (GGBR4) supera expectativas no 2T, mas ação recua; veja o que analistas dizemResultados foram sólidos e ficaram acima das projeções em todas as regiõesHeineken mantém projeção para 2026 após volumes acelerarem no 2º trimestreA cervejaria holandesa divulgou nesta quarta-feira (5) que os volumes totais cresceram 1,9% em termos orgânicos na comparação anual entre abril e junhoSegundo os analistas, a demanda por aço, os efeitos prolongados das medidas antidumping e a perspectiva para o próximo trimestre estão deixando os investidores mais céticos em relação a um upside relevante para os preços domésticos do aço no curto prazo.Conforme as checagens da XP, tanto o segmento de distribuição quanto industrial têm demonstrado uma desaceleração da demanda. Ainda que veículos leves permaneçam relativamente resilientes, os juros mais elevados têm puxado os pedidos para baixo.Além disso, com o aumento recente das importações de HRC (um produto de aço), os analistas acreditam que as medidas antidumping não tenham impacto material sobre os preços domésticos. Atualmente, a importação já representa cerca de 10% da demanda aparente.Terceiro trimestreDe olho no futuro, os analistas passaram a considerar o terceiro trimestre como o início de resultados estáveis ou uma piora sequencial na mineração. Para a XP, custos mais elevados de placas devem ser o principal vento contrário para as margens no 3º tri. Ao mesmo tempo, a alta dos preços do coque desde abril deste ano pode representar uma pressão adicional para o 4º tri. A estimativa da casa é de um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 650-660 milhões no terceiro trimestre.Leia também: 4 ações sobem mais de 20% e 6 caem ao menos 10%: os destaques do Ibovespa em julhoA visão é reforçada por outros analistas, como os do Bradesco BBI. De acordo com o banco, a dinâmica de lucros da companhia deve seguir perdendo força daqui para frente, devido à fraqueza do mercado de aços planos e pressões de custos com matérias-primas. “Consideramos as estimativas de consenso atuais muito otimistas e vemos riscos de baixa para as projeções do próximo trimestre, o que nos leva a reiterar nossa postura cautelosa e recomendação neutra para os papéis”, apontou o BBI.The post Fase boa da Usiminas passou: XP dá três razões para visão mais moderada para a ação appeared first on InfoMoney.
