Sabesp, Copasa, Equatorial caem forte após balanço no 2T: o que desagradou o mercado?

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As ações de Sabesp (SBSP3), Copasa (CSMG3) e Equatorial (EQTL3) recuavam nesta quinta-feira (13), após a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26). Embora os fatores tenham variado entre as companhias, a pressão sobre as despesas foi um ponto comum e explica boa parte da queda dos papéis na sessão.Por volta das 11h25 (horário de Brasília), as ações da Sabesp recuavam 5,36%, a R$ 24,72, enquanto Copasa caía 2,76%, a R$ 56,86. Já Equatorial tinha baixa de 1,92%, a R$ 34,81.Para XP Investimentos, a Sabesp apresentou resultados mais fracos, com EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado de R$ 3,5 bilhões, cerca de 7% abaixo das suas expectativas, em função de pressões adicionais sobre custos variáveis, despesas operacionais e despesas com inadimplência.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila com balanços e novos dados no radarBolsas dos EUA avançam após mais dados de inflação mais animadoresMRV (MRVE3): por que as ações saltam mais de 10% mesmo com prejuízo de R$ 626 mi?Apesar do efeito negativo de baixas contábeis ligadas à venda de ativos da subsidiária americana, analistas destacaram que a operação brasileira segue apresentando evolução operacional, com melhora consistente de margens e geração de caixaJá a Copasa reportou EBITDA ajustado 5% abaixo do previsto pela XP, basicamente em razão de outras despesas acima do esperado, algo a corretora que considera pouco preocupante diante da perspectiva de um processo de transformação operacional nos próximos trimestres. A Equatorial, por sua vez, apresentou resultados operacionais em linha em ambos os segmentos, na visão da XPLeia mais:Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoSabesp (SBSP3)A XP considerou o resultado da Sabesp mais fraco que o esperado, mas avaliou que os efeitos foram majoritariamente conjunturais e não alteram a visão positiva de médio e longo prazo. A casa estima que o Ebitda subjacente teria ficado em cerca de R$ 3,9 bilhões, afetado por temperaturas mais baixas, despesas com a implementação do sistema ERP, investimentos em experiência do cliente e pressões inflacionárias.O Goldman Sachs também considerou os resultados abaixo do esperado. A casa pondera, porém, que parte da decepção pode já estar precificada, uma vez que a Sabesp teve desempenho inferior aos índices UTIL e IEEX em 4% e 6%, respectivamente, nos últimos 30 dias.Segundo o banco, a principal preocupação dos investidores está na deterioração dos custos e na dinâmica dos investimentos (capex) em um contexto de ano eleitoral no Estado de São Paulo. O foco agora deve estar em avaliar se os custos mais elevados observados no trimestre serão recorrentes no segundo semestre de 2026.Para o Morgan Stanley, o resultado foi pressionado principalmente por custos mais altos, sobretudo serviços, e por uma receita ajustada ligeiramente menor. Segundo a administração, os custos adicionais refletem investimentos temporários ligados à transformação da companhia, incluindo iniciativas em atendimento ao cliente, operações e digitalização, além da pressão inflacionária sobre produtos químicos. Na mesma linha que outros bancos, o JPMorgan considerou os resultados da Sabesp fracos, com Ebitda ajustado de R$ 3,49 bilhões, 5% abaixo da projeção do banco. O desempenho foi afetado por tarifas médias menores e despesas operacionais (Opex) 15% acima do esperado, principalmente com pessoal e serviços de terceiros. Copasa (CSMG3)A Copasa viu o lucro líquido ajustado somar R$ 275,5 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 4,8% na comparação anual. O lucro líquido contábil foi de R$ 227,1 milhões, retração de 21,5% frente aos R$ 289,4 milhões obtidos no segundo trimestre de 2025.Para a Copasa, o Ebitda ajustado, excluindo equivalência patrimonial, foi de R$ 762 milhões, 7% abaixo da estimativa do Morgan Stanley e do consenso. Segundo o banco, o desempenho afetado principalmente por custos totais acima do esperado, apesar de crescerem abaixo da inflação, e por um mix tarifário um pouco mais fraco.Após a privatização, a execução passa a ser o principal foco, incluindo a nova gestão, o programa de eficiência da Equatorial e a execução do plano de investimentos de R$ 22 bilhões até 2030. A Copasa já assinou 43 concessões com validade até 2073, equivalentes a cerca de 38% da receita, além de 23 conversões para serviços de esgoto.Para o Itaú BBA, os resultados foram afetados por um crescimento modesto de volume, reflexo das temperaturas amenas observadas neste ano. As despesas controláveis ​​cresceram abaixo da inflação, o que é um sinal positivo, especialmente considerando que a empresa ganhará agora mais flexibilidade para avançar na fase de transição pós-privatização. No entanto, o principal destaque vem da incorporação do capex realizado, que atingiu quase o dobro do valor incorporado no 1º trimestre de 2026, totalizando R$ 1.476 milhões no 1º semestre de 2026, aponta o banco. Equatorial (EQTL3)A Equatorial apresentou resultados em linha com as expectativas no segundo trimestre de 2026, com Ebitda ajustado de R$ 2,7 bilhões, 1% abaixo da estimativa do JPMorgan e 4% inferior ao consenso.No segmento de distribuição, os resultados foram mistos entre as subsidiárias, mas ficaram majoritariamente em linha com a projeção do banco, 3% abaixo no consolidado. O principal desvio negativo veio da operação no Maranhão, com resultado 10% abaixo da estimativa, devido a maiores índices de inadimplência, parcialmente compensado por Alagoas, que ficou 16% acima da projeção. Na geração de energia, a Echoenergia superou as expectativas mais conservadoras do banco, mas os resultados ainda foram considerados fracos, pressionados pelo curtailment (restrição da geração). A XP, por sua vez, avaliou os resultados da Equatorial como em linha com as expectativas e reforçou a tese de investimento, mas destacou uma composição menos favorável. O lucro bruto veio 5% acima das estimativas, impulsionado pelos maiores volumes nas concessões, mas foi parcialmente compensado por despesas com PMSO 7% acima do esperado e maior inadimplência. A XP seguirá monitorando a pressão sobre os custos operacionais para avaliar possíveis revisões nas estimativas.Segundo Morgan Stanley, a decepção veio principalmente dos resultados mais fracos na distribuição, devido a despesas operacionais maiores, e no segmento de renováveis, afetado por custos maiores de compra de energia relacionados ao curtailment e por efeitos negativos de modulação solar. O lucro líquido de R$ 485 milhões também ficou abaixo da estimativa do banco, refletindo principalmente o desempenho operacional mais fraco.Para Bradesco BBI, os números da Equatorial vieram em linha com o esperado, reforçando a resiliência operacional da companhia em distribuição, apesar dos desafios em outras frentes e do impacto das despesas financeiras.The post Sabesp, Copasa, Equatorial caem forte após balanço no 2T: o que desagradou o mercado? appeared first on InfoMoney.

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