Queda em Wall Street é oportunidade? Entenda riscos e como investir

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Wall Street fechou em queda pelo terceiro pregão seguido na quarta-feira (9), pressionada pela alta do petróleo, que voltou a superar US$ 100 o barril com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, e pela subida dos juros dos títulos americanos. O Dow Jones recuou cerca de 0,7%, o Nasdaq caiu 0,6% e o S&P 500 perdeu 0,5%. Para quem tem dinheiro em caixa, a pergunta é se essa queda é oportunidade ou alerta.Para o Bank of America, a barra para derrubar o setor ainda é muito alta. Em relatório, o banco lembra que o Nasdaq 100 subiu mais de 200% entre outubro de 1998 e janeiro de 2000, período em que o rendimento do Treasury de 30 anos avançou cerca de 200 pontos-base. Ainda no boom das pontocom, o índice ganhou mais de 100% enquanto o Fed elevava a taxa básica em 100 pontos-base.A comparação com o susto mais recente também favorece as ações. O preço do Treasury de 30 anos registrou queda máxima do topo ao fundo de cerca de 7% em 2026, em dados até 4 de setembro, contra mais de 25% em 2022. No S&P 500, o recuo máximo do ano é de aproximadamente 9%, ante 25% quatro anos atrás. O aperto nas condições financeiras, portanto, tem sido bem menos violento do que se pode imaginar.O banco observa ainda que a volatilidade dos juros segue baixa, sinal de que o mercado de derivativos não trata o movimento como um evento de estresse. “Por ora, a mensagem da volatilidade é que juros mais altos, sozinhos, não são suficientes para ameaçar as ações”, diz em relatório.A XP elevou o setor de tecnologia americano ao topo do seu ranking setorial depois da temporada de resultados do segundo trimestre, com o argumento de que os preços ainda se justificam, com o setor andando de lado desde junho mesmo enquanto os lucros continuaram acelerando, encolhendo os múltiplos. “Múltiplo comprimindo em ciclo de lucros ascendente é, historicamente, ponto de entrada”, escreve a estrategista Maria Irene Jordão, em relatório.O outro pilar da tese é a demanda já contratada. Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta direcionam US$ 723 bilhões para investimentos em 2026, alta de 58% sobre o ano passado, e boa parte desse dinheiro vira receita garantida para semicondutores, energia e infraestrutura de rede.Por outro lado, a dívida incremental saltou de 9% do capex das companhias no ano fiscal de 2024 para 32% no acumulado até junho de 2026, e a concentração do setor em poucos nomes segue alta. O retorno sobre esses bilhões ainda não foi integralmente comprovado, reforça a XP, embora a corretora diga ter visão positiva sobre ele. Uma frustração no guidance de investimento das big techs é o gatilho a monitorar.Por isso, a casa destaca que a exposição seja construída com diversificação global e setorial, e que a elevação do setor “não é um convite à concentração em um único tema”.Diante disso, recomenda o ETF XLK, que segue o setor de tecnologia do S&P 500. Nos últimos doze meses, o fundo subiu 21,2% ante 18,1% do S&P 500 e 41,9% do XLK, refletindo uma composição mais concentrada em tecnologia que o índice amplo, porém menos pura que o ETF setorial, destaca a casa.Enquanto isso, o XLC, do setor e comunicações, tem parcela relevante composta por big techs “com forte expectativa de crescimento e desconto em relação ao índice amplo”. Já o XLF, focado no mercado financeiro, funciona como componente de diversificação, com bom crescimento em meio a uma agenda de flexibilizações regulatórias do governo Trump.Entre os ETFs disponíveis a investidores brasileiros por meio de contas globais, a XP cita dois de domicílio europeu, o EQQS, que replica o Nasdaq-100 por meio de contratos de swap, e o IUIT, que acompanha o setor de tecnologia do S&P 500.The post Queda em Wall Street é oportunidade? Entenda riscos e como investir appeared first on InfoMoney.

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