Os Estados Unidos cancelaram nesta segunda-feira, 28, vistos de juízes, altos funcionários e empresários de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, acusando-os de corrupção, ligações com o narcotráfico ou conspiração contra seus respectivos governos.Entre os sancionados estão juízes da Suprema Corte, altos funcionários da polícia, promotores e um empresário bolivianos; um empresário e uma senadora colombianos; dois equatorianos; e um magistrado do primeiro juizado constitucional de Lima, capital do Peru, segundo o comunicado do Departamento de Estado americano.Leia tambémO que se sabe sobre plano frustrado de ataque terrorista a base aérea usada pelos EUACinco suspeitos foram presos no domingo, 27, mas liberados nesta segunda-feira, 28Reunião de Trump com empresas de IA terá como foco encontrar equilíbrio, diz CâmaraReunião ocorre em um momento em que as principais empresas de IA pedem uma desaceleração no desenvolvimento de sistemas de IAA revogação dos vistos desses altos funcionários e seus familiares faz parte dos compromissos assumidos no âmbito da aliança Escudo das Américas, criada por iniciativa do presidente Donald Trump em março deste ano, explicou o comunicado do Departamento de Estado.“Sob a administração Trump, funcionários estrangeiros corruptos não podem mais entrar livremente nos Estados Unidos”, afirmou o comunicado. “Esta política restringe a emissão de vistos a estrangeiros – e seus familiares imediatos – que minam um governo democraticamente eleito por meio de corrupção ou atividades de narcotráfico em nossa região”, acrescentou.“Minar um governo democraticamente eleito é uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas, e não será tolerado”, alertou o comunicado.O governo conservador da Bolívia enfrentou semanas de protestos que paralisaram grande parte do país, até que o presidente declarou estado de emergência em 20 de junho, que permanece em vigor.A Colômbia acaba de eleger um presidente, Abelardo de la Espriella, que se apresenta como aliado de Trump, após uma campanha eleitoral acirrada e acusações contra a oposição de esquerda de ter tentado impedi-lo de assumir o poder.O Equador é outro aliado de Washington, envolvido em uma guerra contra o crime organizado apoiada pelas forças militares dos EUA, enquanto o Peru também acaba de eleger um presidente conservador após mais uma campanha acirrada e tensa.Esses quatro países fazem parte do Escudo das Américas, que reúne quinze países da região. Os líderes da aliança se reuniram na semana passada à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e reafirmaram sua disposição de tomar “ações coletivas”.O Departamento de Estado tem negado permissão para viajar aos Estados Unidos como forma de reprimir a imigração ou como instrumento de pressão contra alguns governos, desde proibições de entrada para autoridades sul-africanas acusadas de discriminação contra pessoas brancas até a recusa de emissão de vistos para a delegação palestina que pretendia participar de uma reunião anual de líderes mundiais na ONU.Entre os alvos da medida do governo Trump estão o Procurador-Geral da Bolívia, Roger Mariaca. Mariaca, eleito para um mandato de seis anos em 2024, é acusado de abuso de poder por solicitar e aceitar subornos para facilitar o narcotráfico, além de ser acusado de ajudar criminosos violentos a escapar da justiça, segundo os documentos.“Suas ações colocam em risco os esforços do presidente Trump para combater o narcoterrorismo, ao mesmo tempo que minam as próprias instituições democráticas que a Bolívia, como participante da Shield, está trabalhando para fortalecer”, diz o comunicado do Departamento de Estado.*Com informações de agências internacionais.The post EUA cancelam vistos de autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru appeared first on InfoMoney.
