Seis meses após o vencimento da patente da semaglutida, princípio ativo das canetas emagrecedoras, mais produtos GLP-1 estão disponíveis no mercado brasileiro.Para a XP Investimentos, com esse avanço, o segmento está entrando em uma nova fase em que a história foca mais nos volumes e nas condições comerciais do que na receita.Atualmente, apenas duas marcas de semaglutida sintética são comercializadas nas farmácias — o Ozivy, da EMS, e o Semavy, da Hypera (HYPE3). Passada a corrida para registrar os produtos, as companhias agora competem para colocá-los nas prateleiras.Com uma segunda onda de lançamentos e a entrada dos genéricos, com preços mais baixos, a expectativa da casa é de que a competição fique mais acirrada em termos de valores dos medicamentos e dos tratamentos.Leia tambémSuzano (SUZB3): Após sete sessões em queda, até onde podem ir as ações?Sequência reforça domínio dos vendedores no curto prazo e coloca o papel diante de suportes relevantes; movimento mais esticado e sobrevenda, porém, aumentem possibilidade de repique técnicoEmbraer (EMBJ3) entrega 66 aeronaves no 3º tri, alta de 6% sobre ano anteriorCifra reflete crescimento de 6% em relação ao mesmo período no ano passado e expansão de 2% ante o trimestre anteriorPara a XP, por um lado, a competição por espaço nas prateleiras pode fazer das farmácias negociadoras de preço, o que deve elevar as margens. Por outro, a casa destaca que uma margem maior sobre uma caneta mais barata só protege a rentabilidade se os volumes acompanharem.Em paralelo a isso, medicamentos similares estão expandindo a categoria para associações e farmácias independentes e até para o comércio eletrônico, como o Mercado Livre (BDR: MELI34).As exigências regulatórios estabelecem que os genéricos sejam comercializados por, ao menos, 35% abaixo do preço do produto de referência. Desta forma, os preços devem ficar próximos dos R$ 430 por caneta.Uma possível incorporação das canetas emagrecedoras ao SUS, por sua vez, devem ter impacto limitado. De acordo com os analistas da XP, o monitoramento eletrônico das prescrições pode favorecer as vendas pelo canal formal. A avaliação é de que o público atendido tende a ser restrito em uma primeira etapa e que a oferta pública tem maior potencial para ampliar o acesso do que para retirar clientes do varejo privado.O governo anunciou em 17 de setembro a intenção de oferecer as canetas pelo SUS, enquanto o Ministério da Saúde apresentou pedido de incorporação no dia 24, segundo o relatório. Existe até a possibilidade de efeito positivo para as redes caso a distribuição aconteça pelo Farmácia Popular. Nesse caso, um aumento do fluxo nas lojas abriria oportunidades para vendas adicionais de outros produtos, segundo a XP.Mas existe um risco no sentido contrário: compras públicas em grande escala poderiam estabelecer preços de referência baixos e ampliar a pressão sobre os tíquetes praticados no mercado privado.The post GLP-1 entra em nova fase para farmácias, com preço menor e disputa por volume, diz XP appeared first on InfoMoney.
