Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam neste sábado (24) ao último dia de campanha com atos previstos nos três maiores colégios eleitorais do Sudeste. Na véspera do segundo turno, os candidatos concentram esforços para garantir o comparecimento de seus apoiadores às urnas e conquistar parte dos eleitores que não escolheram nenhum dos dois na primeira votação.Lula programou compromissos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Flávio reservou o sábado para carreatas em Belo Horizonte e na capital fluminense, onde pretende encerrar a campanha com uma mobilização na Barra da Tijuca, região associada à trajetória política da família Bolsonaro.Leia tambémA 3 dias do 2º turno de 2022, Lula liderava; compare com a disputa de 2026Datafolha apontava vitória do petista por 53% a 47%, mas diferença nas urnas foi de apenas 1,8 ponto percentual; relembre o cenário na reta finalIndecisos dobram na reta final e colocam Flávio em alerta, avalia cientista políticoPara Murilo Medeiros, crescimento de 7% para 14% na pesquisa espontânea pode refletir efeito dos ataques de Lula sobre eleitores que buscavam uma alternativa ao governoLula mira abstenção e votação no SudesteA escolha de São Paulo para o encerramento da campanha reflete a importância do maior colégio eleitoral do país, com aproximadamente 34,1 milhões de pessoas aptas a votar.Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio, Lula reorganizou sua campanha e intensificou as atividades presenciais. O presidente percorreu estados do Sul, Nordeste e Sudeste, combinando compromissos eleitorais com anúncios de medidas voltadas à renda das famílias e a pequenos empreendedores.A estratégia também procura ampliar a mobilização de eleitores de baixa renda e de pessoas com mais de 70 anos, faixa etária em que o voto é facultativo.Campanha de Lula muda tom e adota “estratégia do medo” contra Flávio BolsonaroEm Belo Horizonte, na quarta-feira (21), Lula incentivou seus apoiadores a comparecer às urnas e ajudar na mobilização de outros eleitores.A campanha petista reforçou ainda sua atuação nas redes sociais, com participação de parlamentares eleitos e do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, organizado pelo deputado André Janones (Rede-MG).A aposta é transformar o apoio ao presidente em comparecimento efetivo, especialmente em regiões nas quais a abstenção pode comprometer o desempenho eleitoral do PT.Flávio tenta preservar vantagem e mobilizar a direitaJá o senador Flávio Bolsonaro pretende encerrar a campanha no Rio de Janeiro, após percorrer estados do Norte, Nordeste e Sudeste na última semana.A programação divulgada por aliados prevê uma carreata em Belo Horizonte na manhã deste sábado, entre a Praça do Papa e a Praça da Liberdade. À tarde, o senador deverá participar de outro ato, na Barra da Tijuca, com trajeto entre a Praça do Ó e a residência de Jair Bolsonaro.Exército do Lula e Tropa do Flávio: como lógica do BBB chegou na eleição presidencialO roteiro em Minas Gerais ainda era tratado como possibilidade pela campanha nos últimos dias.A passagem pelo estado integra o esforço para ampliar o desempenho de Flávio em uma região considerada estratégica pelas duas candidaturas. O senador também buscou reforçar seus vínculos com lideranças estaduais, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).Outra preocupação da campanha é evitar a desmobilização de eleitores em estados onde a disputa pelo governo já foi resolvida no primeiro turno, como São Paulo.Sem uma eleição estadual simultânea, aliados de Flávio avaliam que parte do eleitorado pode ter menos estímulo para retornar às urnas.A campanha também procurou ampliar sua presença no Nordeste, região em que Lula concentra parte importante de sua força eleitoral, com compromissos em cidades como Fortaleza.Lula ou Flávio: quais são as propostas para tirar os brasileiros das dívidas?49 mi de eleitores no centro da disputaA mobilização ganhou importância porque uma parcela expressiva do eleitorado não votou em nenhum dos dois candidatos no primeiro turno.Levantamento do Congresso em Foco, realizado com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que quase 49 milhões de brasileiros se abstiveram, votaram em branco ou nulo ou escolheram candidatos eliminados em 4 de outubro. O contingente corresponde a 30,7% do eleitorado.Desse total, 22,2 milhões estão no Sudeste. São Paulo concentra aproximadamente 11,7 milhões de eleitores que não escolheram Lula nem Flávio.Esses números ajudam a explicar a concentração das últimas atividades de campanha na região. Parte desse eleitorado poderá definir seu voto apenas na reta final, enquanto outra parcela dependerá de mobilização para comparecer às seções eleitorais.O que Flávio poderia fazer com um Congresso mais à direita em 2027O desafio é particularmente relevante em uma disputa apertada. Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) mostrou Flávio com 45% das intenções de voto e Lula com 44%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.No primeiro turno, Flávio terminou à frente do presidente, mas a diferença entre os candidatos foi inferior a dois pontos percentuais dos votos válidos.Com a propaganda eleitoral gratuita encerrada na sexta-feira, os atos de rua e a mobilização dos apoiadores constituem as últimas oportunidades de campanha antes da votação.Pelas regras eleitorais, caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico estão permitidas até as 22h deste sábado. No domingo (25), a votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.The post Lula e Flávio encerram campanha com atos no Sudeste e disputa por eleitores ausentes appeared first on InfoMoney.
