Gilmar Mendes critica condução de Nunes Marques no TSE e cobra postura de árbitro

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez críticas à condução das eleições de 2026 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido por Kassio Nunes Marques. Em publicação na rede social X, o magistrado afirmou que a atuação do colegiado foi fundamental para garantir a regularidade da votação e cobrou maior firmeza de quem dirige a Justiça Eleitoral.Sem mencionar diretamente Nunes Marques, Gilmar questionou a ausência de decisões da presidência do TSE em episódios considerados sensíveis durante a disputa presidencial.“De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe”, escreveu.A manifestação foi publicada após uma eleição marcada por disputas judiciais entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A atuação de Nunes Marques, que também integra o STF, provocou insatisfação entre colegas das duas Cortes.Leia tambémJanones se encontra com Cristina Kirchner na Argentina para discutir oposição a MileiCristina Kirchner e Sergio Massa são apontados como possíveis nomes para disputar a Casa Rosada no próximo anoFlávio Bolsonaro vai a culto evangélico em primeira aparição após fuga para os EUAFlávio deixou o Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal, poucos dias após a derrota eleitoralProrrogação da votação provocou tensãoUm dos principais episódios ocorreu no segundo turno, em 25 de outubro, após denúncias de falta de transporte público para eleitores em municípios do Nordeste.As campanhas de Lula e Flávio apresentaram pedidos relacionados à ampliação do horário de votação, mas não houve uma decisão da presidência do TSE em tempo hábil.A questão acabou sendo levada ao Supremo. O ministro Cristiano Zanin determinou a extensão da votação até as 19h, quando parte das seções eleitorais já havia encerrado as atividades.A decisão provocou questionamentos sobre a coordenação entre as duas Cortes e foi posteriormente utilizada por Flávio Bolsonaro para contestar a vitória de Lula.O senador alegou que a prorrogação teria permitido uma fraude eleitoral, sem apresentar provas. Segundo os dados da Justiça Eleitoral, cerca de 35 mil votos foram registrados depois das 17h, número muito inferior à vantagem de mais de 4 milhões de votos obtida pelo presidente reeleito.Canal de Janones também gerou divergênciasOutro foco de desgaste foi a atuação do TSE em relação ao canal de WhatsApp “Exército de Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).Durante a campanha, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, que reunia milhões de participantes. A medida foi questionada dentro da Justiça Eleitoral e acabou revertida.O episódio ampliou as críticas à condução de decisões administrativas que poderiam afetar a comunicação das campanhas na reta final da eleição.Na avaliação de integrantes do tribunal, questões com impacto direto sobre a disputa deveriam ser examinadas com maior participação do colegiado, para reduzir contestações sobre a imparcialidade das decisões.Gilmar alerta para consequências das omissõesNa publicação, Gilmar Mendes afirmou que a ausência de posicionamentos claros pode comprometer a atuação institucional da Justiça Eleitoral.“Silêncios e hesitações não são neutros”, escreveu o ministro.Segundo ele, essa postura pode favorecer decisões contraditórias e exigir a intervenção de outras instâncias judiciais em questões que poderiam ter sido resolvidas pelo próprio TSE.O magistrado também associou essas dificuldades à utilização de episódios administrativos por grupos que tentam desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.“Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático”, afirmou.Para Gilmar, a realização de eleições seguras exige uma atuação institucional que não dependa exclusivamente de decisões posteriores dos demais ministros.Nunes Marques defendeu regularidade da eleiçãoApós Flávio Bolsonaro divulgar uma carta questionando o resultado presidencial, Nunes Marques afirmou que as eleições ocorreram dentro da normalidade e em respeito à Constituição.Em nota, o presidente do TSE destacou que a Justiça Eleitoral conseguiu concluir a apuração com segurança, apesar das dificuldades registradas na reta final da votação.A manifestação de Gilmar expõe divergências sobre a gestão do processo eleitoral dentro do próprio Judiciário, em um momento em que a contestação apresentada por Flávio continua repercutindo politicamente.O resultado do segundo turno, que garantiu a reeleição de Lula, permanece reconhecido pela Justiça Eleitoral. Até o momento, não foram apresentadas evidências de fraude capazes de colocar em dúvida a validade da votação.The post Gilmar Mendes critica condução de Nunes Marques no TSE e cobra postura de árbitro appeared first on InfoMoney.

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